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“É LAMENTÁVEL E IMORAL”, DIZ PRESIDENTE DO SINDPOL

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Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), a planilha oficial causa revolta, principalmente, por conta de apontar gastos com propaganda em detrimento do abandono de algumas áreas essenciais ao atendimento ao cidadão. “É lamentável e imoral. A pessoa perde até palavras para falar. Recentemente, o Sindicato dos Médicos estava pedindo socorro porque os cirurgiões estavam sem ar-condicionado por estarem quebrados dentro das salas de cirurgia. Algo que até com R$ 2 mil se compraria. Quer dizer, é irresponsável. É uma irresponsabilidade do governo Renan Filho que é um ‘governo fake news’. Um governo mentiroso. Mente para o povo alagoano. Destinar R$ 3 milhões para uma secretaria que vai cuidar da propaganda dele e do governo para dizer que a saúde vai bem e que a segurança vai bem, quando na verdade as pessoas sentem que é mentira, na prática”, desabafou Ricardo Nazário. O Sindpol luta desde o ano passado em mesas de negociação que não avançam, na Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag), pela implantação de um piso salarial de R$ 6 mil. Considera “cruel” o repasse desigual dos recursos para algumas áreas. “É revoltante! Nós, os policiais civis que estamos em mobilização pelo nível superior, neste momento, o governo do Estado fechou as portas porque o governador não autorizou negociar com os policiais civis. Esses R$ 3 milhões são para mentir para o povo e promover os aliados dele, nessas propagandas e nessas lives que ele faz. É isso que as pessoas precisam ficar atentos”, revelou Nazário. Mais objetiva, mas não menos indignada, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas (Sinteal), Maria Consuelo, também criticou o fato do governo se preocupar com a maquiagem, em detrimento de combater a realidade difícil do serviço público.

“Nós lamentamos que o governo gaste tanto com propaganda para mostrar uma realidade que só existe nas peças publicitárias, enquanto o serviço público segue abandonado, com a estrutura sucateada e uma crescente desvalorização do servidor público por parte do governo do estado”, definiu Consuelo. MR

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