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Depend�ncia externa amea�a futuro do Pa�s

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São Paulo ? O país poderá retomar em 2004 um ritmo de crescimento próximo de 3,5% ao ano, mas estará sujeito a uma espécie de ?morte súbita? a partir de 2006 se não amenizar o que economistas chamam de ?vulnerabilidade externa? ? a dependência de capitais estrangeiros de curto prazo que podem deixar o país da noite para o dia ao menor sinal de instabilidade. Essa ameaça foi bastante reduzida neste ano em conseqüência do superávit recorde da balança comercial. O resultado deve diminuir a quase zero o déficit nas transações correntes do Brasil, conta que registra a entrada e a saída de dólares do país, incluindo o pagamento de dívidas. O problema voltará com a reativação da economia e da demanda interna, que deve aumentar as importações e diminuir as exportações, com a conseqüente elevação do buraco nas transações correntes, que terá de ser coberto com capitais internacionais. Desde a metade da década de 90, o desequilíbrio externo provocou uma sucessão de crises, que inviabilizaram trajetórias de crescimento sustentado. O PIB viveu aos soluços, intercalando períodos de expansão com outros de baixo crescimento ou estagnação. Para economistas, o filme pode se repetir dentro de cerca de dois anos se não houver um esforço para reduzir a vulnerabilidade externa. ?O ano que vem tem de ser o do dever de casa?, diz Luís Suzigan, da LCA Consultores. As receitas para mudar a situação não são consensuais. Alguns economistas propõem o aumento das exportações e a substituição de importações em setores-chave. Outros defendem maior abertura comercial, com elevação tanto das exportações como das importações. Nos dois casos, a meta é ampliar a receita em dólares. Para este ano, os economistas esperam um saldo comercial positivo próximo de US$ 20 bilhões. No próximo ano, ele será reduzido para algo entre US$ 16 bilhões e US$ 18 bilhões.

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