Política
RUI DIZ QUE CENÁRIO ELEITORAL AINDA É DE INDEFINIÇÕES
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O prefeito Rui Palmeira afirmou, na manhã de ontem, que, por estar sem partido, tem mais liberdade para conversar com as diversas forças políticas no Estado. Ele foi questionado pela Gazeta de Alagoas sobre o apoio que daria para a sucessão municipal e confirmou que já iniciou o diálogo com possíveis pré-candidatos, mas não escolheu para quem pedirá votos.
Rui Palmeira revelou que teve um encontro com o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), na sexta-feira da semana passada, e o assunto da conversa foi o cenário político atual. No entanto, garantiu que de lá não saiu qualquer definição sobre uma provável aliança no futuro. Lessa não está distante de Rui e já anunciou que disputará a Prefeitura de Maceió nas eleições de outubro.
Outro que será sondado pelo prefeito, nos próximos dias, é Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, que está deixando o Ministério Público Estadual.
“Se ele realmente deixou o Ministério Público no dia de hoje, a gente já pode começar a conversar com ele como pré-candidato a prefeito de Maceió. Acho o Alfredo uma pessoa competente, que tem qualidades, mas acho que a gente tem que conversar antes de qualquer coisa”, revelou Rui Palmeira.
Ele disse que já conversou com o governador Renan Filho (MDB), com quem não descarta uma eventual aliança. “Temos que buscar o melhor e mais preparado nome para gerir Maceió. Acho que a nossa energia deve ser colocada para esta finalidade, a partir de agora”, destacou. O prefeito confirmou que também manteve contato com o ex-deputado Régis Cavalcante (Cidadania) para tratar sobre sucessão.
Por outro lado, assegurou que não há qualquer possibilidade de manter diálogo com o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC, do PSB, que deve concorrer a prefeitura da mesma maneira. “Não tenho motivos para conversar com ele, que sempre foi meu adversário. Com a oposição, não tem como, agora, manter o diálogo”.
Ele explicou que vai tentar, na futura aliança que costurar, manter a base de sustentação de seu mandato, levando partidos como o PP e o Democratas para o grupo político que escolher para apoiar na eleição. “Agora, como não estou mais no PSDB, tenho mais liberdade para dialogar com todos os partidos”, avisou.