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Prefeituras n�o t�m dinheiro para pagar 13�

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ARNALDO FERREIRA / MAIKEL MARQUES A queda de receita causada pelas constantes reduções do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), e o contingenciamento de recursos para obras estruturantes no Sertão e no Agreste, complica ainda mais a situação das prefeituras. Hoje, a maioria dos prefeitos de 40 municípios já admite que não sabe como vai pagar a folha do mês de dezembro e o décimo terceiro salário. O pouco dinheiro disponível é suficiente apenas para pagar obrigações com a Previdência Social, com a Receita Federal e para aluguel de caminhões-pipa e distribuição de cestas básicas nas áreas castigadas pela estiagem. O vice-presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e prefeito do município sertanejo de Pão de Açúcar, distante 190 quilômetros de Maceió, Jorge Dantas, (PSDB), afirmou que os prefeitos do Sertão se esforçam para pagar em dia o mês trabalhado. ?Mas com o agravo da estiagem e da perda total das lavouras ninguém sabe como pagará o décimo terceiro salário?, alertou. Pão de Açúcar tem uma receita total mensal de R$ 320 mil. 10% de montante tem sido aplicado no aluguel de caminhões-pipa. ?Mesmo assim, não estou conseguindo atender à grande demanda dos povoados rurais?, lamentou. Jorge Dantas assegura que há 50 anos o Sertão não registra perda total de suas lavouras. ?A estiagem sempre acontece. Mas chove um pouco em alguns pontos do Sertão. Mas, desta vez, é impressionante, a chuva que caiu teve volume reduzido demais. Não há lugar na região com perspectiva de colheita de milho, feijão ou de outras culturas tradicionais?. Na avaliação do vice- presidente da AMA, as prefeituras também vivem seu pior momento. Justificando, lembrou que 30% da receita é para pagar o INSS, além de os recursos da Educação e da Saúde também comprometerem boa parte da receita. ?O que sobra é para ajudar na alimentação da população da Zona Rural e para contratação de carros-pipa.

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