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Macei� pode perder trens de passageiros em 2004

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ARNALDO FERREIRA Os mais de 7,5 mil passageiros que diariamente usam os trens suburbanos, podem ficar sem esse transporte coletivo mais barato de Maceió, a partir de 2004. O gerente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU/AL), Adeilson Bezerra, admitiu para a GAZETA DE ALAGOAS que se não houver investimento a curto e médio prazos ?haverá riscos de estrangulamento do setor e os trens podem, inclusive, parar de circular?. Para tranqüilizar os usuários, Adeilson Bezerra garantiu que a paralisação dos trens ?não é a curto prazo?. Ele acha que a situação pode se complicar em 2004, exatamente porque não há perspectivas de investimentos de recursos. ?Sem investimentos não haverá outra alternativa a não ser parar?, frisou. Qualidade Os trens de passageiros de Maceió estão entre os mais antigos e piores do País. Apesar de seu bom estado de conservação, os vagões são de madeira, com proteção de arames na lateral, sem porta de pressão e segurança, sem ar-condicionado e sem conforto algum. A viagem remete as pessoas de volta ao passado. Por falta de investimentos, a gerência da CBTU de Alagoas teve de reduzir para 12 o número de viagens diárias. A modernidade nem de longe chegou ao setor e nem há perspectiva para isso. Tanto que os vagões de passageiros são puxados por máquinas a diesel, até porque os trens a vapor não existem mais. Das três máquinas, apenas duas funcionam puxando cinco vagões, pelos 32 quilômetros que interligam Maceió à estação de Lourenço de Albuquerque, no município de Rio Largo. O transporte é o mais barato do Estado: cinqüenta centavos. Não há recursos para investimentos na manutenção. Quando quebram peças de vagões ou das máquinas, a gerência tem de solicitar ajuda de manutenção aos estados vizinhos, revelou uma importante fonte da gerência local da CBTU. Investimentos Na última quarta-feira, esteve em Maceió fazendo uma espécie de vistoria na infra-estrutura e na administração da companhia, o diretor-presidente da CBTU, João Luiz da Silva Dias. Ele admitiu que ?não há previsão de liberação de recursos para investimentos, por causa do contingenciamento (nova forma de dizer que os recursos ficam retidos) federal?. Passageiros Ele reconheceu que os trens suburbanos poderiam transportar mais de 100 mil passageiros/dia, se a rede passasse onde estão os passageiros. Para recuperar a malha urbana da rede de Maceió seriam necessários R$ 10 milhões e não há previsão de liberação de um montante deste porte. Por falta de investimentos, o sistema de metrô de superfície de Fortaleza (CE) parou e as obras de expansão da rede de Salvador (BA) também pararam e não há previsão de retomada.

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