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K�tia quer compor chapa sucess�ria com PSB e PT

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ARNALDO FERREIRA A prefeita Kátia Born (PSB) entrou firme na campanha para fazer o seu sucessor. Nesta entrevista exclusiva à GAZETA DE ALAGOAS, garantiu que trabalha para aumentar o leque de alianças e admite, inclusive, construir uma chapa majoritária com o PT, que hoje lhe faz oposição na Câmara dos Vereadores. Porém, observa que o seu partido tem cacife suficiente para não abrir mão da cabeça de chapa. Kátia demonstrou estar atenta ao processo sucessório e admite que a candidatura do empresário e deputado federal João Lyra esquentou a discussão. ?Eu e Ronaldo Lessa somos acostumados a fazer campanhas mostrando os nossos serviços prestados e com poucos recursos?, alfinetou. A prefeita também descartou a possibilidade de Luís Abílio ser candidato. - A candidatura do deputado federal e industrial João Lyra (PTB) vai exigir grandes investimentos de todos que queiram disputar a Prefeitura de Maceió. Como o PSB enfrentará uma candidatura adversária desse porte? - Eu e Ronaldo Lessa somos acostumados a fazer campanhas apresentando os nossos serviços prestados à população, com poucos recursos, com o partido organizado na área da comunidade, da mulher, dos jovens... Temos uma militância já construída no partido. Portanto, não nos amedronta uma campanha de adversários baseada na questão financeira. Campanha para deputado federal é uma coisa e campanha majoritária é outra muito diferente e está calcada no sentimento da sociedade. - Para o PSB, a Prefeitura de Maceió é um projeto estratégico e faz parte do projeto Alagoas. Assim, é inconcebível perder a Prefeitura de Maceió? - A questão não é bem assim. Não se trata de ser inconcebível perder a Prefeitura. A questão é que os serviços prestados pelo partido, em Maceió, nas áreas de Educação, Saúde, Assistência Social, Cidadania, de obras de infra-estrutura despertaram a consciência do povo. O que pode acontecer é o risco de um marketing malfeito, baseado em capital financeiro e, desta maneira, tentar enganar a população. O que a gente quer não é só uma questão partidária do PSB, queremos mostrar a sociedade que esse projeto é de cidadania e tem de continuar avançando. - Como o PSB pretende fazer isto se está dividido em Maceió? - Não... Não está dividido, não. - Este problema com o dirigente Wellison Miranda que agride outro dirigente, Renato Soares e cobra a expulsão da deputada Maria José Viana, que acusa o vereador Marcos Vieira de engavetar o processo de escolas fantasmas na Secretaria de Educação... Tudo isso significa o quê? - Olha, é bom que o nosso partido tenha as suas disputas internas. No último Congresso da Mulher registramos oitocentas participações femininas. Foi o maior congresso do PSB no Brasil. Agora, por que teve oitocentas mulheres? Porque cada segmento do partido se organizou para ganhar a direção do ?PSB Mulher?. Então, na realidade, tudo isso aquece o partido. - Há quem diga também que a senhora e o governador andam estremecidos. Isto é verdade? - Olha, Ronaldo e Kátia Born é o mesmo que paixão, amor... Ninguém se meta entre nós dois. Muito pelo contrário. Nós, hoje, nos entendemos muito bem. Tanto que o governador já liberou o Wellington Melo, que agora é secretário de meu gabinete. Wellington é a pessoa mais próxima do governador e isso ajuda as ações conjuntas do Estado com o município. - Dentro do seu partido há quem defenda a ação conjunta para melhorar a infra-estrutura da periferia, para conter a violência... Esta aliança acabaria com o risco de o PSB perder a Prefeitura? - Combinamos, eu e Ronaldo, que uma vez por semana vamos visitar uma obra da Prefeitura. - Para quê? - Para que os secretários do Estado e do município trabalhem em conjunto. Por exemplo, nós já gastamos com obras de revitalização da Praia da Avenida, na primeira etapa, um milhão e duzentos mil reais. Para concluir a primeira etapa desta obra, que vai até as imediações do Salgema (hoje Braskem) ainda precisamos gastar novecentos e quatro mil reais com despesas de iluminação, barracas, canteiros... Recentemente, o governador esteve lá comigo e, depois de ver tudo, disse que não poderia deixar a obra parar e ainda se propôs a melhorar o nosso projeto. - Qual a receita da Prefeitura, hoje? - Está em torno de R$ 22 milhões. - Qual o montante das despesas? - Também é de R$ 22 milhões, empatado. Se a gente perder R$ 600 mil de receita, várias secretarias naquele mês ficam sem custeio. As dívidas externa e interna, eu não posso deixar de pagar porque são retiradas diretamente na boca do caixa. Salário de servidor também é intocável; obrigações sociais, também. Vinte e cinco por cento da Educação e 12,6% da Saúde não podem ser mexidos; limpeza da cidade é outra verba específica de gasto certo... - Para investimentos, sobra o quê? - Pouquíssimo... Cerca de quinhentos mil reais por mês. - Um novo ingrediente político no bastidor do PSB é o nome do vice-governador, Luís Abílio de Souza Neto, como pré-candidato a prefeito de Maceió. O nome dele cresceu, abalou os adversários de dentro e de fora do seu partido. O Luís Abílio é mais um dos pré-candidatos do PSB? - Não há possibilidade nenhuma de Luís Abílio ser candidato a prefeito. Abílio, hoje, é o próprio governador, que não abre mão dele. Ronaldo Lessa já declarou que é candidato a senador em 2006, saindo do governo quem vai comandar todo o processo de candidaturas de deputado federal, estadual... É Abílio que pode, inclusive, ser o nosso candidato a governador. - Com quem o PSB quer estar aliado nas eleições de 2004? - Estamos trabalhando para manter alianças do PT ao PMDB. - Poderá ter uma chapa majoritária PSB/PT? - Acho que este é o sonho de toda a esquerda, dos nossos militantes. A nossa relação com os vereadores Thomaz Beltrão, Judson Cabral e Paulão é respeitosa. A relação com PT nacional, com o governo federal é muito boa. - Mas quem indicaria o candidato da chapa majoritária PT/PSB? - O PSB com dois deputados federais, um vice-prefeito, e vereadores, comigo. Isso tudo leva o partido a querer a cabeça da chapa. Agora, tudo em política tem de ser discutido. - Recentemente, um instituto de São Paulo ? Ibrape ?, numa pesquisa que fez entre 25 prefeitos de capitais, classificou a sua administração em vigésimo quarto lugar. Como a senhora analisa essa pesquisa? - Não discuto essa pesquisa, até porque encaminhei um documento aos vereadores, mostrando que o Ibrape cobra de cada Prefeitura pesquisada R$ 40 mil. Com esse dinheiro, recupero uma das ruas da cidade. - O seu partido apresenta alguns nomes a sua sucessão. Quem a senhora identifica como pré-candidato? - Pode até surgir mais, mas, até este domingo, os nossos pré-candidatos são: Marcos Vieira, Alberto Sexta-Feira, Givaldo Carimbão e Maurício Quintella. - Quem é o seu candidato? - Feliz do partido que tem bons candidatos como os nossos... - Mas, e o seu candidato? - Quando eu vinha de Brasília com Ronaldo Lessa conversamos sobre os nossos candidatos e disse ao governador que nós não devemos nos envolver neste processo. Devemos deixar que o partido e os candidatos discutam e eles próprios definam quem será o candidato.

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