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VEREADORES APROVEITAM ‘JANELA’ PARA MUDAR DE PARTIDO

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Muito mais agitado que os bastidores de alianças para a sucessão do prefeito Rui Palmeira (sem partido) está o processo de articulação da eleição proporcional. Isto porque com a mudança na legislação eleitoral, que não permitirá coligações, cada um dos 21 vereadores terá que construir seu próprio caminho de retorno à Câmara em 2021. Em março, período em que será aberta a “janela eleitoral”, é possível que os dois vereadores tucanos, José Márcio Filho (PSDB) e o presidente da Casa, Kelmmann Vieira (PSDB), migrem da legenda que um dia já teve maioria no Legislativo municipal. Kelmann Vieira pode seguir para o DEM, partido que está a pleno vapor sob o comando do secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, e que será o vice-prefeito na chapa com Alfredo Gaspar de Mendonça (sem partido). Há duas semanas, o próprio Nonô - que trabalha na montagem de chapa proporcional - havia admitido que o Democratas pode conquistar três cadeiras, entretanto, sem revelar se com nomes novos ou candidatos à reeleição. Quando o próprio Rui Palmeira caiu fora do PSDB, por conta da clara possibilidade do partido apoiar João Henrique Caldas (PSB), os tucanos sofreram uma grande baixa na capital. Antes, Tereza Nelma e Dudu Ronalsa, que também foram eleitos pelo partido, já haviam saído por terem sido eleitos para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa Estadual (ALE), respectivamente. A outra ausência na Câmara foi do vereador Eduardo Canuto (PSDB), que assumiu a função de secretário de Governo a convite do prefeito Rui Palmeira. Ele tem até junho para voltar a atividade legislativa para poder ser candidato à reeleição, depois que ficou fora dos planos para a disputa de um mandato Executivo. O PSC, partido que está na órbita do Palácio República dos Palmares, depois da aliança política que aproximou o governo do Estado da gestão municipal, também será uma boa opção para alguns vereadores que queiram mudar de legenda. Quem percebeu essa força do partido foi o vice-prefeito Marcelo Palmeira, que deve disputar uma vaga de vereador. Ele deixou o PP - do padrasto e ex-senador Benedito de Lira - e já assinou sua ficha de filiação. Nas próximas semanas, com a consolidação dos nomes dos pré-candidatos com chances de irem para o 2° turno, é possível que outros nomes da Câmara comecem a se mexer. Até o momento, a julgar pelos nomes postos, devem se enfrentar com mais densidade eleitoral Ronaldo Lessa (PDT) e Alfredo Gaspar.

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