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RENAN FILHO E VICE SÃO VAIADOS DURANTE INAUGURAÇÃO DE ESCOLA

Fato aconteceu na Massagueira e no momento em que governador citou ex-prefeito Cristiano Matheus

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Renan Filho e Luciano Barbosa foram repreendidos pela população durante inauguração
Renan Filho e Luciano Barbosa foram repreendidos pela população durante inauguração -

Em pleno ano eleitoral, o governador Renan Filho e o vice-governador Luciano Barbosa, ambos do MDB, foram reforçar apoio político a um correligionário de partido, o ex-prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus, e levaram vaia do público, que acompanhava a comitiva governamental em solenidade de inauguração de uma escola no distrito de Massagueira. O município já foi comandado pelo ex-gestor por dois mandatos e que resultaram em acusações na Justiça contra ele por desvio de recursos públicos. Ao fazer citação ao ex-prefeito, como um dos responsáveis pela instalação da escola na comunidade, tanto Renan Filho como Luciano Barbosa tiveram suas manifestações rejeitadas por boa parte do público, que também gritava palavras contra Cristiano Matheus. O ex-gestor da localidade chegou a comparecer ao evento e recebeu vaia da mesma forma ao chegar ao local. Na solenidade, o governador e vice-governador também estavam acompanhados pelo atual prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Filho, o Cacau, que é genro do deputado federal Sérgio Toledo. O parlamentar também esteve presente na solenidade.

Após administrar o município por dois mandatos, Cristiano Matheus, que pode ser novamente candidato representante do MDB, foi apontado pela Polícia Federal, na Operação Kali, em 2017 e responde a processos na Justiça como líder de uma organização criminosa, responsável por ocultar empresas, bens e desviar recursos de fundos e programas de educação.

De acordo com as investigações, o ex-prefeito havia montado um esquema que envolvia amigos e empregados como “laranjas” e na ocasião teve carros e dinheiro, incluindo dólar e euro, apreendidos. Em 2018, em outro processo, a juíza Juliana Batistela Guimarães determinou que Cristiano Matheus teria que devolver aos cofres do município a quantia de mais de R$ 17 milhões, desviados da contribuição da aposentadoria dos servidores e não repassados ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), referente ao ano de 2014.

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