loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 31/07/2026 | Ano | Nº 6279
Maceió, AL
23° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

INFECTADO, SECRETÁRIO PODE TER CONTAMINADO JAIR BOLSONARO

Presidente alerta que aglomeração de pessoas pode potencializar contaminação por coronavírus

Ouvir
Compartilhar
Secretário Fabio Wajngarten ao lado de Bolsonaro: exame dele deu positivo para o vírus
Secretário Fabio Wajngarten ao lado de Bolsonaro: exame dele deu positivo para o vírus -

O presidente Jair Bolsonaro realizou ontem sua live semanal nas redes sociais de máscara, disse que ainda aguarda o resultado do teste para o novo coronavírus e desestimulou os atos pró-governo e com ataques ao Congresso previstos para domingo (15) - pedido que também foi feito por ele em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV. Diante da crise com a doença, ele pediu a seus apoiadores que não compareçam às manifestações de rua. Segundo ele, "uma das ideias é adiar, suspender". "Daqui a um mês, dois meses, se faz. Foi dado um tremendo recado ao Parlamento", disse. O apelo do presidente, feito durante a transmissão ao vivo em redes sociais, foi repetido em pronunciamento oficial.

Ontem, organizadores decidiram cancelar os atos de domingo. "Tem um aspecto que precisa ser levado em conta. Existe [a manifestação], é mais um agrupamento de pessoas. Então a população está um tanto quanto dividida", disse Bolsonaro. "O que devemos fazer agora é evitar que haja uma explosão de pessoas infectadas [pelo coronavírus], porque os hospitais não dariam vazão a atender tanta gente. Se o governo não tomar nenhuma providência, sobe e, depois de um certo limite, o sistema não suporta", acrescentou. "Como presidente da República, eu tenho que tomar uma posição, contra ou a favor. Se bem que o movimento não é meu, é espontâneo e popular." O presidente comandou sua tradicional live nas redes ao lado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que também usou máscaras. O protesto está previsto desde o fim de janeiro, mas mudou de pauta e foi insuflado após o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, ter chamado o Congresso de chantagista na disputa entre Executivo e Legislativo pelo controle do orçamento deste ano. Dias depois, Bolsonaro compartilhou em um grupo de aliados um vídeo que convocava a população a ir às ruas para defendê-lo. Na semana seguinte, em discurso, chamou a população a participar do ato, o que mais uma vez irritou as cúpulas do Congresso e do Supremo. Além de apoiar o presidente, os organizadores da manifestação carregam bandeiras contra o Legislativo e o Judiciário e a favor das Forças Armadas. Nas redes sociais, usuários compartilharam convocações com mensagens autoritárias, pedindo, por exemplo, intervenção militar. Ao longo do dia, Jair Bolsonaro consultou aliados sobre a hipótese de desestimular publicamente a presença de apoiadores no ato. Segundo interlocutores do presidente, o empresário Luciano Hang foi um dos que o aconselharam a desencorajar a participação dos simpatizantes. Entre os argumentos apresentados a Bolsonaro estava o risco de o medo do coronavírus inibir a mobilização a favor do governo. Nas conversas, o presidente citou a ameaça de aparição de black blocs, usando como exemplo o fato de o governador do Distrito Federal, por exemplo, ter informado que não enviaria policiais para a proteção do ato em Brasília.

Imagem ilustrativa da imagem INFECTADO, SECRETÁRIO PODE TER CONTAMINADO JAIR BOLSONARO

CONTAMINAÇÃO

O presidente realizou exames nesta quinta, depois da confirmação de que o chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação da Presidência), Fabio Wajngarten, está com a covid-19. Wajngarten fez parte da comitiva liderada por Bolsonaro que, entre 7 e 10 de março, realizou uma visita oficial à Flórida (EUA). Durante a viagem, o mandatário brasileiro jantou com o presidente americano, Donald Trump. Wajngarten também teve contato e posou para fotos com o líder dos EUA. Durante a live, o ministro Mandetta disse que, caso o teste de Bolsonaro dê positivo para o novo coronavírus, o presidente receberá a recomendação de despachar do Palácio da Alvorada, a residência oficial da presidência. Caso contrário, ele será liberado para voltar ao trabalho no Planalto. Mandetta também disse que o presidente Jair Bolsonaro tem um sistema imunológico forte. "Um homem de 64 anos, rígido, que faz suas caminhadas; que já passou seu organismo por agressão - que foi aquela facada mal explicada - tem o sistema imunológica forte. A grande maioria sai muito bem, obrigado". Além de Bolsonaro e do secretário especial de Comunicação, outros integrantes da comitiva também estão seguindo protocolos médicos e realizando exames para verificar se têm o novo coronavírus. É o caso de um dos filhos do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (sem partido-SP), e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que fizeram testes clínicos.

Shorts Youtube
Play
Caso Nayane: laudo do IML não encontra sinais de violência, mas investigação continua

Caso Nayane: laudo do IML não encontra sinais de violência, mas investigação continua

Play
Gari de 31 anos é morto a tiros no Vergel do Lago, em Maceió

Gari de 31 anos é morto a tiros no Vergel do Lago, em Maceió

Play
Acidente mata agente comunitária de saúde em Palmeira dos Índios

Acidente mata agente comunitária de saúde em Palmeira dos Índios

Play
Soluções defensivas do CRB - 30/07/2026

Soluções defensivas do CRB - 30/07/2026

Play
Datas das quartas de finais da Série D definidas - 30/07/2026

Datas das quartas de finais da Série D definidas - 30/07/2026

Relacionadas