Política
NOVO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DEVE SER ELEITO EM ABRIL
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Em evidência após a saída do ex-procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, para a disputa eleitoral deste ano, o Ministério Público Estadual (MP) vive um período de efervescência interna. Se ao deixar o órgão o agora pré-candidato conseguiu juntar os ex-antagônicos prefeito Rui Palmeira (sem partido) e o governador Renan Filho (MDB), dentro de sua antiga casa o clima é de disputa extremamente acirrada.
O seu ex-vice procurador, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, que está no exercício do cargo de procurador, quer assumir o comando do órgão, porém, para isso precisa primeiro ser eleito conforme prevê o regimento interno. Por isso, ele vai deixar a função em breve assim que convocar um novo processo de escolha.
Se a recondução de Alfredo Gaspar foi marcada pela unanimidade, a continuação de seu antigo projeto não tem mais o apoio inconteste dentro do MP. Tanto que seu sucessor deve enfrentar ao menos outras duas candidaturas.
Oficialmente não houve nenhuma declaração pública de quem são os demais candidatos. Ainda assim, dentro do órgão circulam os nomes dos promotores Flávio Gomes, que atualmente dirige a Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal). Antes, porém, ele havia se notabilizado pela sua atuação em defesa da causa dos Direitos Humanos.
O outro possível candidato, promotor Marcos Rômulo, da Vara da Fazenda Municipal, ganhou destaque quando deu segmento ao processo contra o ex-prefeito de Maceió, Cícero Almeida, na ação que ficou conhecida como ‘Máfia do Lixo’. No entanto, nem ele e o colega ainda confirmam se entram na disputam ou se irão compor para enfrentar Márcio Roberto Tenório.
A função de procurador-geral de Justiça passou a atrair mais atenção porque, ao contrário do que se imaginava, o eleito não terá a missão de completar o mandato interrompido por Alfredo Gaspar, mas sim mais dois anos de trabalho pela frente.
O fato é que uma semana após a saída de Gaspar, o órgão mudou o seu olhar para a gestão estadual. A prova é que, conforme destacou a Gazetaweb na segunda-feira passada, sete portarias indicando a apuração de irregularidades no Hospital Geral do Estado (HGE) e no Hospital Helvio Auto foram publicadas, quase todas denunciadas em reportagens tanto do site como do jornal Gazeta de Alagoas.
O novo olhar do órgão para alguns, na verdade, para outros integrantes do MP, é a retomada de sua principal vocação: fiscalizar. Se isso será o determinante para a escolha do futuro procurador-geral de Justiça ainda não se sabe.
Quanto ao processo eleitoral, após a saída de Márcio Roberto, ele será conduzido pelo ex-procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá. Já a eleição deve ser realizada no mês de abril e o futuro gestor do órgão precisa assumir logo para dar sequência à sua administração.