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Política

PARTIDOS DE ESQUERDA BUSCAM NOMES PARA PREFEITO

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A organização dos partidos de esquerda, em Maceió, para a disputa municipal que sucederá o prefeito Rui Palmeira (sem partido) não deve dar origem a uma frente única. Pelo menos no primeiro turno. O PT, maior legenda em quantidade de militantes, espaço político e estrutura terá candidatura própria e vive no momento um processo de escolha entre o advogado Ricardo Barbosa e a economista da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luciana Caetano. A definição do nome ocorre em maio. De acordo com o presidente do diretório estadual, Marcelo Nascimento, o partido segue mantendo alguns entendimentos. Na semana passada, a cúpula petista se reuniu com o ex-governador e ex-deputado federal Ronaldo Lessa, pré-candidato pelo PDT. “O grande desafio para o PT e as esquerdas é o diálogo. Estamos sempre dialogando. O pior cenário é a fragmentação com várias candidaturas. Pode até ocorrer. Poderemos, por exemplo, ter até cinco palanques de esquerda pelo que está colocado aí. Continuaremos conversando, mas sem necessariamente marcharmos juntos. Cada partido tem sua estratégia e sua tática eleitoral. Apesar desse cenário de candidatura própria, nós vamos buscar sempre o necessário com todos os atores visando uma composição”, disse Marcelo Nascimento.

FRENTE

Atualmente, os demais candidatos com perfil de esquerda são: Basile Christopoulos, do PSOL; Cícero Filho, do PC do B; Ronaldo Lessa, do PDT, e a jornalista Lenilda Luna, da UP. O PSTU ainda aguarda a posição do Diretório Nacional, conforme explicou Paulo Falcão. “Por enquanto, avaliamos que é preciso priorizar a construção de uma Frente Ampla da classe trabalhadora para lutar e derrotar toda essa política de desmonte dos serviços públicos e de retirada dos direitos trabalhistas e previdenciários. Independente da articulação de alianças para a construção de uma frente ampla parlamentar, acreditamos que, primeiro, é imprescindível a unidade na luta para alterar a atual correlação de forças”, revelou Falcão. Procurado para falar sobre os rumos do PSOL, o advogado e professor Basile disse que seu nome já foi definido internamente e que tem novas filiações para serem feitas ainda este mês. Esse processo é para garantir a montagem da chapa proporcional. “Essa discussão sobre aliados para a candidatura majoritária já existe. Embora ela só deva avançar mais para frente. Quando todos já tiverem os nomes para a disputa em 2020. Nós esperamos atrair outros partidos para o nosso projeto. Tendo em vista o nosso desempenho de 8,2% nas últimas eleições (2018) na cidade de Maceió. Desempenho que nos motiva a enfrentar esse desafio”, explicou Basile.

UNIÃO

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No momento, a Unidade Popular (UP), o mais novo partido de esquerda do Brasil, tem defendido a unidade das esquerdas como forma de articulação política estratégica. Entretanto, já decidiu internamente apoiar o nome de Lenilda Luna para o pleito, confirmou o presidente do Diretório Municipal, o filósofo e professor Magno Francisco. “Nós, da Unidade Popular, defendemos a união de todos os partidos no campo da esquerda que não têm compromisso com as famílias dos coronéis. As elites do nosso Estado querem construir um programa popular e enfrentar o fascismo do Bolsonaro e as políticas neoliberais implementadas nas cidades. Infelizmente, vários partidos no campo da esquerda ainda estão intimamente ligados aos coronéis e as estruturas de poder. Não é possível governar para os trabalhadores e comer nas mãos das elites”, criticou Magno Francisco sem revelar nomes. Ainda assim, disse que tem conversado com várias legendas. Magno - que foi candidato a vice de Gustavo Pessoa, então no PSOL, na última eleição municipal - acreditava que pudesse contar com o apoio da legenda no atual pleito para uma composição com o aliado como vice. Mas não houve um entendimento final sobre a proposta.

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