Política
SEIS CANDIDATOS DISPUTAM COMANDO DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
Eleição para sucessão de Alfredo Gaspar no órgão tem nomes de procuradores e promotores e será decidida no dia 17 de abril
Tão disputada quanto a eleição para prefeito - que terá o ex-procurador Alfredo Gaspar de Mendonça como candidato - será a escolha de seu substituto no comando do Ministério Público Estadual (MPE). Ontem à tarde foi divulgado que seis candidatos se enfrentarão para ocupar o cargo de procurador-geral de Justiça pelos próximos dois anos.
Inicialmente, o primeiro a se posicionar favorável ao pleito - e aceitar só permanecer no cargo até a eleição - foi o próprio vice de Alfredo Gaspar, o procurador Márcio Roberto Tenório. O promotor de Justiça Flávio Gomes, que preside a Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal), também é um dos candidatos.
Ainda na semana passada se sabia que internamente os vários grupos do MPE estavam se articulando para o processo. Hoje, a assessoria de comunicação do MPE confirmou outros quatro nomes: Marcos Rômulo Maia de Mello, Wesley Fernandes Oliveira, Eduardo Tavares Mendes e Antônio Vilas Boas Souza.
Destes, o nome mais conhecido do público é o de Eduardo Tavares, que já comandou o órgão e depois partiu para desafios políticos, vindo a ser candidato ao governo do Estado com o apoio do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). O outro foi a eleição como prefeito de Traipu, quando derrotou o grupo político do ex-prefeito Marcos Santos.
O interessante é que nenhuma das mulheres que compõem o MPE se aventuraram para o pleito. De certo estão envolvidas com as chapas, mas não conseguiram emplacar a indicação para a cabeça de chapa.
Um outro detalhe que chama a atenção é o fato do órgão no qual Alfredo Gaspar já estava em seu segundo mandato, eleito sem maiores dificuldades, demonstrar internamente tanta efervescência política em suas entranhas.
A eleição ocorrerá em meio a uma derrota sofrida pela categoria na Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Na semana passada, uma manobra política derrubou o auxílio-alimentação e auxílio-saúde, bem como a autonomia para definir equiparação salarial com desembargadores e, principalmente, alterou o processo de escolha do comando do órgão.
Mas, como a lei com emendas ainda está sob análise do Poder Executivo, a categoria já tem o acordo para que o governador Renan Filho (MDB) “segure” o processo e vete as alterações até a realização do pleito.
A escolha deve ocorrer no início de abril. Até lá segue a campanha junto à categoria, que inclui viagens ao interior e divulgação de propostas via aplicativos de mensagens. O processo, de caráter interno, pode mudar os rumos e o comportamento do MPE em relação ao governo do Estado.