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MERENDEIRAS VÃO À JUSTIÇA POR FICAREM FORA DE QUARENTENA

Categoria reclama de decisão do governo do Estado de suspender as aulas nas escolas, mas manter servidoras trabalhando nos locais

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Dirigentes do Sinteal e do sindicato da categoria entraram com denúncia no MP Estadual
Dirigentes do Sinteal e do sindicato da categoria entraram com denúncia no MP Estadual -

A solução encontrada pelo governo Renan Filho (MDB) para manter a distribuição de merenda nas escolas, mesmo durante a quarentena preventiva contra a pandemia de coronavírus, não agradou em nada as trabalhadoras das unidades de ensino. De acordo com as merendeiras, a ação discrimina a categoria e as expõem aos perigos da doença que já chegou ao Estado. O caso foi denunciado ao Ministério Público Estadual (MPE) e no Ministério Público do Trabalho (MPT), na tarde de ontem, com a ação protocolada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal). Para a entidade, a proposta do governo provoca um “tratamento desigual e desumano”. “É um absurdo que essas trabalhadoras recebam um tratamento tão desigual, além da angústia que todos estamos passando com o anúncio de uma pandemia”, disse a presidente da entidade, Maria Consuelo. Conforme revelou, as trabalhadoras não compreendem como podem ficar de fora das orientações de segurança apresentadas pelo próprio governo do Estado. A maior preocupação é com as condições de exposição à doença para atender a determinação do Executivo. A situação insalubre ocorreria tanto na capital quanto nas escolas do interior. Atualmente, a única cidade com a presença de um caso suspeito é Arapiraca, mas o temor de que se espalhe para outras cidades já chegou aos servidores espalhados pelas unidades do Estado. Um detalhe importante é que ao registrar as denúncias, os sindicalistas presenciaram os órgãos trabalhando em regime especial, justamente por conta das determinações divulgadas pelas autoridades de saúde. Por conta da gravidade da medida, a ação pede tutela antecipada para o pedido, já que o governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), quer iniciar na segunda a suspensão das aulas e a distribuição das merendas. A expectativa é que seja julgada até amanhã, a fim de garantir também novas alternativas por parte dos gestores para evitar que os estudantes mais pobres não se alimentem. Uma das alternativas seria a terceirização dos serviços, porém, com a distribuição em forma de quentinhas. Do lado do governo, até o final da tarde de ontem nenhuma solução foi apresentada. Como os gestores das unidades estão permanentemente mobilizados também poderão fazer gestões junto ao governo com alguma nova proposta. Conforme já haviam divulgado na reunião ampliada com representantes de várias entidades, o Sinteal reafirmou o apoio e necessidade de proteção a categoria em todos os níveis. Por isso, enfatizaram que “as merendeiras merecem respeito”.

*Com assessoria

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