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JUSTIÇA ELEITORAL RECEBE DENÚNCIAS CONTRA ALICIADORES

Pré-candidatos a prefeito e a vereador já fazem divulgação de nomes em carros de som, adesivos e assistencialismos

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Investigações ocorrem sigilosamente e a Justiça Eleitoral quer evitar que população seja assediada por pré-candidatos
Investigações ocorrem sigilosamente e a Justiça Eleitoral quer evitar que população seja assediada por pré-candidatos -

Começou a temporada de caça votos. Os cabos eleitorais e supostos articuladores de pré-candidatos a prefeito e vereadores dos 102 municípios já se movimentam nos bastidores das comunidades pobres. Eles chegam com promessas de empregos, de obras de saneamento nas comunidades, de transportes para tirar documentos, cestas básicas e material de construção. Nos primeiros contatos com os eleitores oferecem adesivos com os nomes dos pré-candidatos e aproveitam para iniciarem os “cadastros”. Tudo acontece discretamente. A Justiça Eleitoral vem recebendo denúncias contra supostos “aliciadores”. Investigações ocorrem em sigilo. Os adesivos com nomes de pré-candidatos já são vistos circulando nos 102 municípios, nos carros, em ambulâncias particulares que carregam inclusive fotografias de políticos conhecidos, em muros e locais públicos. Nos adesivos geralmente constam apenas o nome do pré-candidato seguido de frases de efeitos. As tentativas de aliciamento acontecem, geralmente, nos finais de semanas, em encontros patrocinados e regados a bebidas e churrascos. Em comunidades do sertão e agreste, caminhões pipas fretados por particulares são oferecidos junto com cestas básicas e material de construção. As justificativas se resumem a supostas generosidades de conhecidos caciques eleitorais. Na região metropolitana de Maceió, tradicionais “cabos eleitorais” já se movimentam freneticamente em busca de eleitores. A maioria faz ponto nas portas das prefeituras, das Câmaras de Vereadores de Maceió, Rio Largo, Pilar, Satuba, Paripueira, Messias. Alguns têm empregos públicos e abordam políticos inexpressivos que buscam a reeleição ou novos mandatos. Os “caça votos” sustentam [blefam] possuir determinadas quantidade de votos de amigos e parentes. A movimentação já é percebida pela Justiça Eleitoral, que busca investigar as ocorrências. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL) já está recebendo “relatos” de propaganda irregulares. A maioria ocorre no interior do estado. Vários candidatos se apresentam aos eleitores com “jingles” (mensagem sonoras) política, quase todos com versos de conhecidas músicas populares de sucesso. As veiculações ocorrem em carros de som junto com distribuição de adesivos. O presidente do TRE/AL, desembargador Pedro Augusto Mendonça de Araújo, já foi informado por sua assessoria da movimentação de alguns candidatos que tentam ganhar tempo e a simpatia dos eleitores, revelou a assessora de comunicação do Tribunal, jornalista Flávia Gomes de Barros. Este tipo de pré-campanha eleitoral não é crime desde que os candidatos não peçam voto explicitamente, disse a assessora de comunicação. Segundo as regras da Justiça Eleitoral, até o dia 15 de agosto é o período da pré-campanha. Até o dia 20 de julho, os partidos e coligações devem promover as convenções que definirão os candidatos a prefeito e vereadores dos 102 municípios. Depois das convenções, os “interessados” podem anunciar e propagar as candidaturas.

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