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FALTA DE VAGAS DE UTI INVIABILIZOU TRANSFERÊNCIA DE PACIENTES DE UPAs

Diretora técnica de Unidade de Pronto Atendimento é ouvida pela ALE após duas mortes de idosos

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Unidades de Pronto Atendimento não contam com a estrutura para tratamentos em UTIs
Unidades de Pronto Atendimento não contam com a estrutura para tratamentos em UTIs -

Após o registro de dois óbitos pelo novo coronavírus, a diretora técnica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Trapiche da Barra, Sandra Gico, prestou esclarecimentos aos deputados estaduais. Durante a sessão em tempo real, ela confirmou que houve a tentativa de transferência dos pacientes - que morreram na UPA - para hospitais da rede estadual, mas não havia leitos disponíveis para recebê-los. Alagoas contabiliza 31 casos da doença, com duas mortes. Sandra Gico disse que não houve falha no atendimento, mas que não havia leitos de isolamento disponíveis na rede pública para receber os pacientes, que estava com a capacidade esgotada. “Na ocasião os leitos do estado não estavam disponíveis. Naqueles dois pacientes não havia vaga nem na rede de referência, nem na rede privada. Esses pacientes receberam todos os cuidados preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS)”, declarou a diretora técnica da UPA. “O que ficou claro foi a divergência de informações entre o governo do Estado e o que é passado. Tudo que o governador anuncia, pelas palavras da diretora agora, não são verídicas. O governador anunciou no dia 16 de março que as UPAs teriam 24 UTIs e isso ficou claro que não existe nenhuma, porque a UPA não foi criada para criar leitos de UTI. Também ficou claro que o governador desrespeitou todo o protocolo de informação e cuidado com o paciente ao anunciar a morte nas suas redes sociais. Também ficou claro que essas duas mortes ocorreram porque não houve leitos de retaguarda na UTI para receber. O governador anunciou que tinham leitos, mas não tinha”, declarou o deputado Davi Maia (DEM). “É preciso passar os dados reais e, de acordo com a diretora, só estão fazendo testes em que está em estado grave, por isso que a subnotificação é exagerada em Alagoas. Não são números nem dados reais. Na quinta-feira estaremos na reunião da Comissão de Saúde da Assembleia recebendo o secretário Alexandre Ayres e questionaremos ele justamente com base nos dados que foram passados pela diretora da UPA. Queremos saber do secretário quais os dados reais”, acrescentou o deputado. O Estado segue com dois óbitos confirmados por Covid-19, após exames realizados no Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL). O primeiro, confirmado no dia 31 de março, era um aposentado de 64 anos; já o segundo, cujo resultado foi divulgado na sexta-feira (03/04), tinha 78 anos e também era aposentado. Ambos residiam em Maceió. “Quanto aos casos confirmados, 26 residem no Estado, sendo 22 em Maceió e quatro no interior, uma vez que Porto Real do Colégio tem um caso, Marechal Deodoro aparece com dois e Palmeira dos Índios surge um caso”, diz nota da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

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