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Fam�lias das v�timas s�o as que mais sofrem

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O crime ocorrido com uma arma de fogo não tira apenas a vida da vítima. Paralelo a sua morte, a família também sofre e morre um pouco. Todos os dias esses personagens anônimos aumentam e dividem o mesmo sofrimento: a dor. ?O assassinato covarde, brutal e sem sentido do meu filho Givaldo dos Santos Jordão, que tinha apenas 20 anos, registrado numa noite de sexta-feira, no mês de março, próximo a nossa residência, acabou com a minha vida e da minha esposa. Passei a ser uma pessoa triste que pensa no filho durante as 24 horas do dia. O Givaldo era estudante e trabalhava para ajudar a família?, desabafa o militar reformado José Cícero Jordão. Mãe ?A tragédia invadiu a minha residência na noite do dia 4 deste mês. Estava em casa quando fui chamada para socorrer o Ednelson, que estava caído sobre uma enorme poça de sangue. A cena que eu vi jamais vou esquecer. O meu garoto ali, deitado, com 15 tiros espalhados pelo seu franzino corpo. Era demais para uma pobre mãe. De lá para cá, a minha vida mudou de forma radical?, lamenta Maria Cícera Raimundo dos Santos, 52, que teve o filho executado na cidade de Satuba. Pai ?Meu irmão, Antônio Paulino, que era pai de 4 filhos menores, foi assassinado sem dá o menor motivo ao criminoso. Teve um problema com o filho de uma ex-companheira, que o ameaçou de morte com um facão, para não morrer, entrou em um mercadinho. O proprietário, usando um revólver, o matou com 4 tiros, todos à queima-roupa. As crianças, todos os dias, procura pelo pai. Vou vingar sua morte na primeira oportunidade?, salienta Paulo Paulino dos Santos.

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