Política
Vereadores criticam fraudes no Fome Zero de Alagoas
ISMERY CAVALCANTI As denúncias sobre fraudes no programa Fome Zero foram motivo de polêmica, na manhã de ontem, na Câmara Municipal de Maceió. As irregularidades no programa foram declaradas pela coordenadora estadual do Fome Zero, Genilda Leão, através de uma entrevista publicada na edição de domingo da GAZETA DE ALAGOAS. A própria Genilda Leão afirmou que o comitê gestor do programa teria constatado irregularidades no cadastramento do Fome Zero, através da inclusão de pessoas com renda acima do teto salarial estabelecido, e ainda casos de pessoas com residências dotadas de piscinas. As informações, segundo Genilda Leão, contrariam as exigências para a inclusão no programa, ou seja, de o beneficiado possuir renda inferior a meio salário mínimo: R$ 120,00. O vereador Judson Cabral (PT), encarregado por seu partido de acompanhar o desenvolvimento do programa no Estado, reconhece que as pessoas atendidas pelo Fome Zero foram selecionadas através dos cadastros criados pelo governo anterior ao do PT, o que, segundo ele, necessita de uma atualização. Judson acrescentou que o papel do comitê gestor é corrigir essa e outras falhas identificadas no programa, e, caso isso não seja concretizado, o vereador recomenda acionar o Ministério Público para que possa intervir na situação e punir quem estiver se beneficiando de um programa destinado a pessoas pobres. Mesmo com as denúncias, Cabral reconhece que o programa atinge seus objetivos, ao contemplar com R$ 50,00 as famílias com renda até R$ 120,00, através do Bolsa-Alimentação. Já o vereador George Sanguinetti (PTB) - crítico do governo Lula, defendeu um novo cadastramento das famílias no programa e ao mesmo tempo criticou a extensão do benefício para famílias que, segundo ele, têm residências dotadas de piscinas. ?Não há como contestar uma fraude, nesse caso?. (IC)