Política
Deputados dizem que TJ engessou CPI da Telemar
A decisão do Tribunal de Justiça tirando a obrigatoriedade do presidente da Telemar, Ronaldo Iabrudi, de depor em Alagoas na CPI que investiga a empresa foi interpretada, ontem, no Legislativo, como uma ?interferência?, nas atribuições do poder. O relator da Comissão, deputado Sérgio Toledo (PSB), ao usar a tribuna em plenário, disse que a medida do TJ, em conceder um habeas-corpus preventivo a Iabrudi, engessou os trabalhos. ?A sociedade aguarda respostas para o problema da qualidade dos serviços, mas agora estamos literalmente engessados?, disse. Ele foi apoiado por outros parlamentares que concordaram com seu pronunciamento. Com a decisão do TJ de impedir Iabrudi de ser preso, por não vir ao Estado depor na CPI, os parlamentares estudarão a possibilidade de irem até o Rio de Janeiro. O presidente da Telemar, defendido, pelo advogado Técio Lins e Silva, argumenta que outros funcionários da empresa podem fornecer os dados técnicos para a CPI. Este é justamente o impasse, já que os parlamentares ouviram diretores da empresa que forneceram informações consideradas limitadas para as investigações. Desde então se instalou uma batalha jurídica entre o parlamento e os advogados da empresa. O ponto alto dos trabalhos foi a ?busca e apreensão? de documentos e computadores, realizada na sede da empresa. Entre os dados coletados, os deputados descobriram que a empresa vem tendo lucro, porém descumpre pontos do contrato de serviços. Foi descoberto, ainda, uma relação de telefones que estariam sendo ?monitorados?. Ainda esta semana, os deputados que integram a CPI irão se reunir para discutir os rumos que serão tomados para a continuidade dos trabalhos. O depoimento do presidente da empresa era considerado pelo presidente da CPI, deputado Adalberto Cavalcante (Prona), como esclarecedor. (MR)