Política
Lessa apresenta emendas para garantir R$ 431 mi do Or�amento
ARNALDO FERREIRA Em reunião com a bancada federal de Alagoas, ontem, em Brasília, o governador Ronaldo Lessa apresentou, para análise dos parlamentares, 15 propostas de emendas ao Orçamento Geral da União de 2004, no valor de 431 milhões. As principais obras referem-se a projetos de recursos hídricos e saneamento de infra-estrutura que somam R$ 395 milhões. O governo quer recursos, inclusive, para finalizar as obras do Aeroporto Zumbi dos Palmares. Estima-se que serão necessários de R$ 36 milhões. O deputado Givaldo Carimbão (PSB) disse que ?é provável que a bancada atenda aos pedidos do governador. Não temos disputas internas?. A senadora Heloísa Helena (PT) também acredita nessa possibilidade. O governo alagoano espera receber algo em torno de R$ 395 milhões para tocar as obras da adutora do Alto Sertão/usos múltiplos; Adutora da Bacia Leiteira, Adutora do Semi-Árido, Canal do Sertão, Adutora Catolé-Cardoso (de Maceió), entre outras de infra-estrutura e saneamento básico no Sertão, Agreste e região do Baixo São Francisco. Mas o ministro da Casa Civil, José Dirceu, disse, ontem, que o governo federal não tem recursos para fazer investimentos. A informação do ministro caiu como uma bomba para o governador Ronaldo Lessa que estava ontem em Brasília. Ao saber das declarações do ministro, Lessa criticou a pouca liberação de recursos do Orçamento Geral da União (OGU) para investimento no Estado e lamentou, também, as constantes quedas do Fundo de Participação do Estado (FPE). Esperança Ao sair da reunião com a bancada federal alagoana, Lessa disse que tem esperança de que o governo federal consiga reverter as dificuldades na economia e afirmou acreditar que em 2004 a situação será bem melhor. ?Lamentamos que estejamos praticamente sem recursos do orçamento de 2003. Algumas obras no Estado já estão paralisadas e corro o risco de não conseguir pagar o 13º em dezembro?, disse Lessa ao destacar os problemas da queda do FPE. Ele não escondeu que recebeu com muita preocupação as declarações do ministro da Casa Civil. ?É complicado quando o próprio ministro admite. Mas seria leviano responsabilizar este governo que começou agora?. A falta de recursos compromete até a obra social mais importante do governo: o Canal do Sertão; que vai levar água do Rio São Francisco num trecho de 220 quilômetros das regiões mais secas do sertão e agreste, esta parando por falta de recursos financeiros. Os prefeitos dos municípios castigados por dois anos de seca denunciam o ritmo lento da obra. O presidente da Comissão de Defesa do Canal do Sertão, o prefeito de Santana do Ipanema, Marcos David, além de alerta para o problema disse que a paralisação da obra causará frustração nos sertanejos. Terra Na parte da tarde, o governador se encontrou com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto. O ministro garantiu ao governador assentar em curto prazo pelo menos duas mil famílias. Rosseto disse que tem obtido boas informações sobre os projetos desenvolvidos em Alagoas. ?Sempre que recebo alguma visita de representantes dos estados para falar sobre reforma agrária a primeira coisa que recomendo é que conheçam os projetos desenvolvidos no Estado?, revelou Rosseto. Já o governador pediu mais investimentos para o combate à seca que atinge o Estado. Lessa participou do encontro com o ministro Miguel Rosseto acompanhado do deputado estadual Paulo Fernando dos Santos (PT) e do superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Mário Agra.