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ALE pretende ouvir Davino sobre grupos de exterm�nio

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O deputado Paulo Fernando dos Santos (PT) disse, ontem, que convocará o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, para prestar esclarecimentos sobre o dossiê divulgado no fim de semana que aponta o envolvimento de policiais civis e militares com grupos de extermínio no Estado. Ainda segundo o documento, que foi entregue sem identificação, os policiais, bem como outros citados, teriam ligações com políticos. O texto que explica a atuação dos grupos de extermínio revela que a cidade estaria dividida em duas frentes. Os crimes praticados na parte alta são responsabilidade do grupo I, enquanto o II atua na parte baixa. As ações e modus operandi são relatados com uma riqueza de detalhes. Policiais civis e militares são citados entre os integrantes dos dois grupos. Ainda segundo o documento as mortes de policiais civis Walter Dias Santa (junho) e Sinvaldo Feitosa (julho) foram ?queimas de arquivo?. Paulão disse que como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa está preocupado com o avanço dos grupos de extermínio. ?Reconheço se tratar de um documento apócrifo (sem sustentação oficial), mas a partir do momento que vem a público precisa ser investigado. Defendo isso porque o problema dos grupos de extermínio vem sendo investigado em todo o país?, informou o deputado. O deputado disse, ainda, que remeterá um relatório ao Ministério da Justiça contando tudo o que vem ocorrendo no Estado. Ele defende que o governador Ronaldo Lessa (PSB) permita a vinda de uma força-tarefa federal para investigar a ação dos grupos. Para dar mais detalhes sobre o que está acontecendo e, principalmente, o que vem sendo feito sobre o assunto, o deputado garantiu convocar o secretário Davino. ?Precisamos saber o que acontecerá com esses policiais que deveriam fazer a segurança, mas viram autoridades travestidas de bandidos?, afirmou o parlamentar. Sobre o envolvimento de alguns parlamentares relatados no documento, o petista defende que a Mesa Diretora da ALE abra um procedimento através da Comissão de Ética da Casa. (MR)

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