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Ab�lio volta a ser cotado como pr�-candidato a prefeito

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ARNALDO FERREIRA O único obstáculo que impede, hoje, o governador Ronaldo Lessa de disputar a Prefeitura de Maceió no próximo ano é a opinião pública. ?Como é que vou explicar aos alagoanos o meu afastamento do governo com menos de um ano de administração após a reeleição? Mas gostaria muito de voltar à prefeitura?, admitiu Lessa, abraçado com o seu vice, Luís Abílio de Souza Neto (ambos do PSB), na última sexta-feira, no Palácio Floriano Peixoto. Para a alta cúpula do PSB, perder a Prefeitura de Maceió é algo indesejável e que pode comprometer as aspirações de crescimento do partido em 2006, em outras frentes. Por isso, se for preciso, o governador está disposto até a abrir mão de seu vice, se as estatísticas mostrarem que Abílio tem possibilidade concreta de disputar e vencer as eleições. O partido está atento à movimentação do PTB, PDT, PMN, PPS e PT, que tentam criar um clima de empolgação de suas pré-candidaturas nesta fase inicial da corrida às eleições municipais de 2004 Hoje, o PSB tem três pré-candidatos a prefeito de Maceió: os deputados federais Givaldo Carimbão e Maurício Quintela e o vice-prefeito Alberto Sexta-Feira. Os três acham que assim que o partido se definir por um deles, o escolhido despontará na pesquisa. Mas, na verdade, nenhum dos três parece empolgar os bastidores até agora. O PSB passou as duas últimas semanas tentando aglutinar as tendências que se digladiavam nas disputas pela presidência dos diretórios municipal de Maceió e estadual. Isto sem contar com a crise gerada a partir dos problemas na administração da Secretaria Estadual de Educação, nas gestões de Maria José Viana (hoje deputada), Marcos Vieira (vereador) e Rosineide Lins. Tudo foi cuidadosamente abafado. Hoje, Vieira é presidente do diretório municipal e sustenta a sua pré-candidatura a prefeito, provavelmente, para tentar conseguir se reeleger vereador. O médico Jurandir Bóia, conhecido como o ?bombeiro oficial? do PSB, conseguiu acalmar os ânimos e agora quer triplicar os nomes do partido, que tem cerca de cinco mil militantes cadastrados, 132 vereadores espalhados nos 102 municípios, 16 prefeitos e 14 vice- prefeitos. O vice-governador Luís Abílio tem feito caminhadas ao lado da prefeita Kátia Born na periferia de Maceió. Mas nega que esteja trabalhando a possibilidade de vir a ser o candidato a prefeito. ?Para a minha candidatura acontecer dentro do PSB, não depende de mim. Ainda não é a minha vez de entrar numa disputa majoritária?, disse Abílio, que se apresenta para governar Alagoas em 2005, quando Lessa deverá se afastar do mandato para cuidar de sua candidatura ao Senado. ?Só serei candidato se esta for a imposição do partido?, diz o vice-governador. PTB Enquanto o PSB tenta arrumar a casa, para não perder o rumo e a prefeitura mais cobiçada do Estado, o presidente do PTB, deputado federal João Lyra ?pré-candidato assumido a prefeito de Maceió, avança nas articulações e parte para a ofensiva. ?A partir desta semana, quero conversar com todos os partidos. Quem sabe a gente pode construir uma grande composição?, afirmou Lyra nesse fim de semana. Lyra anunciou que vai conversar com o PSB, PPS, PT, PMDB, PSDB e PFL. ?Nossa idéia é construir um amplo entendimento com todas as forças políticas. Temos de construir um projeto unificado para o desenvolvimento de Maceió?, afirmou o parlamentar que, na verdade, está em busca de um vice com densidade eleitoral. As conversas com os partidos vão girar em torno de composição na chapa majoritária. Lyra também tratou de desmentir os boatos de que teria desistido do pleito. ?Sou pré-candidatíssimo a prefeito de Maceió. Só não posso dizer que sou o candidato do PTB, porque a legislação eleitoral não permite isso e o meu partido ainda não realizou convenção para oficializar minha candidatura. Mas estou num processo irreversível?, garantiu João Lyra. Crise no PT Já o Partido dos Trabalhadores se destaca como o campeão em crises internas. A mais recente é o rompimento do delegado regional do Trabalho, jornalista e advogado Ricardo Coelho, com a tendência ?PT de Cara Própria?. A presidenta do diretório municipal do partido, Cláudia Amaral, afirmou que ?não tinha sentido Ricardo Coelho continuar na nossa tendência; não apoiamos a proposta de alianças irrestritas e temos candidatura alternativa a do deputado Paulão?. O número de candidatos do PT aumentou, o que reforça a tese de que o partido não consegue se entender. Cláudia Amaral afirmou que o PT, hoje, tem quatro pré-candidatos a prefeito: a senadora Heloísa Helena, o deputado Paulo Fernando dos Santos - Paulão; a médica Angela Lopes e o sindicalista Lauro Jorge Cavalcante. Apenas a corrente ?Articulação Unidade na Luta?, defende alianças amplas com antigos adversários que hoje apóiam o presidente Lula.

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