loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Mortalidade infantil no Sert�o supera a de 2002

Ouvir
Compartilhar

ARNALDO FERREIRA Aumenta a mortalidade infantil em 17 municípios do sertão alagoano, que enfrentam dois anos de estiagem. O governador Ronaldo Lessa (PSB) estará, na próxima terça-feira, em Delmiro Gouveia, com dois objetivos: vistoriar as obras do Canal do Sertão e se reunir com prefeitos e caciques de cinco tribos indígenas que imploram água e comida, para socorrer os flagelados. Estima-se que o número de vítimas já passa dos 200 mil. Em termos proporcionais, o município de Carneiros é o campeão da mortalidade infantil: morreram nove ?anjinhos? menores de um ano, no período de janeiro a setembro de 2003. Isso significa oito mortes a mais que igual período de 2002. Santana do Mundaú é o campeão da mortalidade infantil, em números absolutos. A Secretaria Estadual de Saúde registrou 34 óbitos no período de janeiro a setembro de 2003, quer dizer: 12 mortes a mais que as registradas no mesmo período de 2002. O município de Senador Rui Palmeira registrou 14 mortes (nove a mais que 2002); Estrela de Alagoas, 13 mortes (oito a mais); Piranhas, 25 mortes (oito a mais); Maravilha, em 2002, não registrou nenhum óbito, mas este ano já tem cinco notificados; Palestina, sete mortes (cinco a mais); Girau do Ponciano, seis (quatro a mais); Quebrangulo, seis (quatro a mais); Belo Monte, quatro (três a mais); Igaci, 13 mortes (três a mais); Inhapi, dez mortes (três a mais); Lagoa da Canoa, dez mortes (três a mais); Olivença, nove (três a mais); Ouro Branco, seis (três mortes a mais); São Brás, sete mortes (três a mais) e São José da Tapera, 19 mortes de crianças menores de um ano até setembro, ou seja, três a mais que no ano passado. A temperatura continua aumentando e pioram as estatísticas da mortalidade infantil. Agreste Em mais 15 municípios do Agreste e Sertão - Ibateguara, Junqueiro, Canapi, Pão de Açúcar, Taquarana, Belém, Chã Preta, Major Izidoro, Mar Vermelho, Minador do Negrão, Coité do Nóia, Craibas, Olho D?água das Flores e Olho D?água do Casado, a mortalidade infantil continua alta e repete o mesmo número registrado no período de janeiro a setembro de 2002. A redução foi tão pequena que não alterou a média. No geral, a mortalidade, no período de janeiro a setembro de 2003, caiu em 50 óbitos em relação ao ano passado. Foi registrado, em 2002, um total de 1.169 óbitos, contra 1.119 mortes de crianças menores de um ano que ocorreram no mesmo período de 2003. Segundo relatório divulgado pela Secretaria de Saúde, as causas que elevam a mortalidade infantil, sobretudo na região sertaneja, são as mesmas ligadas à situação de empobrecimento do povo alagoano: diarréia e desidratação, responsáveis por 32% dos casos, seguidas dos óbitos sem assistência médica, que somam 23%, segundo atestam os laudos da Secretaria Estadual de Saúde e que foram confirmados pelo governador Ronaldo Lessa. Medidas Para tentar reverter este quadro que volta a preocupar o governo, quando se preparava para fazer uma grande campanha comemorando a redução da mortalidade infantil, o secretário de Saúde, Álvaro Machado, determinou nove ações para conter o avanço da mortalidade infantil, que chegou a números alarmantes. A primeira medida é o envio de hipoclorito, para uso doméstico, a todos os municípios, priorizando o atendimento nas áreas do Sertão e Agreste, onde nas zonas rurais ainda se consome água sem tratamento. A secretaria também organiza grupo de cooperação para atuar nos 17 municípios do Sertão e Agreste, onde a mortalidade infantil não pára de crescer. Simultaneamente, acontece o reforço à utilização da terapia de reidratação oral, à utilização do hipoclorito, e o estímulo à amamentação. O governador Ronaldo Lesa recebeu a garantia do presidente Lula de que não haverá limite para atendimento das famílias das zonas rurais castigadas pela longa estiagem. ?Já tenho a garantia de que 101 municípios serão atendidos pelo programa Fome Zero. Seremos o primeiro Estado a ter cobertura de 100% por este programa de atendimento às famílias de baixa renda e desempregados?. Lessa prometeu que, na terça-feira, vai se reunir às 10h30, no Clube da Pedra, em Delmiro Gouveia, com os prefeitos de Água Branca, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Carneiros, Canapi, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Inhapi, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Mata Grande, Maravilha, Major Izidoro, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olho D?água do Casado, Olho D?água das Flores, Olivença, Ouro Branco, Pariconha, Pão de Açúcar, Palestina, Poço das Trincheiras, São José Tapera, Santana do Ipanema e Senador Rui Palmeira. Os índios das cinco tribos que ficam nos municípios de Pariconha e Água Branca, desde sexta-feira, recebem alimentação básica do Ministério da Segurança Alimentar (Mesa) e da direção nacional da Funai. Os dos órgãos do governo federal enviaram para o Estado 15 toneladas de alimentos básicos. O problema, agora, é a água potável para atender dois mil índios.

Relacionadas