Política
Incra diz que tabeli�o est� envolvido em compra de terras
ARNALDO FERREIRA A Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Alagoas (Incra-AL) enviou, ontem, à Corregedoria do Tribunal de Justiça, Procuradoria da República, Procuradoria Geral de Justiça, Ouvidoria Geral da União e setor jurídico do Ministério do Desenvolvimento Agrário cópia do volumoso processo sobre o comércio ilegal de terras nos assentamentos da reforma agrária. No processo, cópias de certidões, procurações e reconhecimento de firmas de cartórios supostamente envolvidos com transações ilegais nos assentamentos. Além deste processo, um outro específico contra o tabelião-chefe do cartório do segundo Ofício de União dos Palmares, Célio Barbosa. ?O tabelião está envolvido diretamente na aquisição de lotes destinados aos trabalhadores sem-terra. Ele pagou R$ 20 mil por um lote?, revelou o superintendente. Agra afirmou que o tabelião Célio Barbosa comprou o lote 58, no assentamento Eldorado de Carajás, no município de Branquinha. ?O assentamento é considerado campeão de irregularidades. Dos 146 lotes, pelos menos 36 foram vendidos ilegalmente por ex-sem-terra a pessoas estranhas aos movimentos sociais de trabalhadores rurais sem-terra?, declarou o superintendente. O tabelião se defende, acusando Mário Agra de querer se promover a suas custas. ?O superintendente do Incra é candidato a deputado e este barulho faz parte de sua campanha?. Ele é acusado, ainda, pelo Incra, de criar uma procuração e de se beneficiar com a compra do lote que está com uma pessoa de sua família. Porém, Célio Barbosa nega que seu cartório e ele próprio estejam envolvidos com transação de terras, mas confirma que emitiu procurações.