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ALE vai investigar atua��o da Arsal com motoristas alternativos

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MARCOS RODRIGUES A Agência Reguladora dos Serviços Públicos (Arsal) será investigada pela Comissão de Transporte, da Assembléia Legislativa. Os deputados da base do governo, que votaram no projeto de regulamentação dos transportes alternativos ou complementares, agora discordam dos encaminhamentos dados pelo órgão para a aplicação do que foi aprovado no Legislativo. O debate veio a público por intermédio do deputado Isnaldo Bulhões (PTB), que se solidarizou com os motoristas de transportes alternativos que se reúnem, hoje, em Santana do Ipanema. Porém, o que deveria ser apenas mais um pronunciamento se transformou em mais uma demonstração pública de divergências na base do governo. Polêmica A polêmica foi levantada pelo deputado Antônio Albuquerque (PL). Segundo o parlamentar, o problema dos transportes conta com a conivência de ?moleques? que prejudicam o trabalho dos motoristas. A suspeita de que algo está errado na relação entre motoristas e governo, por meio da Arsal, fez o líder do governo, deputado Sérgio Toledo (PSB), cobrar os nomes dos possíveis envolvidos em algum ?esquema?. ?Como posso levar uma denúncia ao governo na qual não aparecem os envolvidos??, indagou. Mas Albuquerque disse que só forneceria os nomes quando achasse oportuno. ?Não sou tolo de revelar as irregularidades agora, para que sejam solucionadas a tempo. Vossa excelência, como líder do governo, cumpre seu papel, mas eu não tenho patrão. O senhor é uma pessoa que chegou aqui ontem, minha experiência diz que é melhor esperar o curso do rio?, filosofou Albuquerque, retirando-se em seguida. Diante da ironia e resistência do deputado em aceitar o projeto no qual votou, coube ao vice-presidente da ALE, deputado Francisco Tenório (PSB), também cobrar a revelação dos supostos envolvidos em irregularidades. ?Se vossa excelência aponta o crime e não o criminoso sugere que essa Casa seja omissa?, afirmou Tenório, atribuindo a responsabilidade pela revelação de qualquer irregularidade a Albuquerque. O clima de cobrança pública quanto à atuação da Arsal faz o presidente da Comissão, deputado Cícero Almeida (PDT), afirmar que vai acompanhar a atuação da agência. O que fez os parlamentares discordarem do projeto que provaram é o alcance social da medida. Ela atinge motoristas que atuam em linhas entre Agreste e Sertão. Todos insatisfeitos com a lei. Essa região representa um colégio eleitoral de pelo menos 100 mil votos.

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