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Deputado alerta para novas mortes de “queima de arquivo”

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A morte do agente penitenciário Luiz Henrique Menezes, 28, a tiros, na quarta-feira (22), fez o deputado Paulo Fernando dos Santos (PT), prever novas mortes como ?queima de arquivo?. Ontem, na Assembléia Legislativa, ele voltou a defender a vinda de uma ?força-tarefa federal?, para apurar o que chamou de guerra interna da Polícia Civil. ?O governo tem que admitir que administrativamente não resolverá o problema por causa da dimensão que ele tem internamente?, disse o deputado. Paulão defende que em Alagoas aconteça o mesmo nível de desarticulação dos maus policiais como ocorreu no Amapá, Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo e no município de Niterói, no Rio de Janeiro. Lá, depois de meses de investigação, foram presos centenas de policiais, delegados, agentes e servidores. E até um ministro do Supremo Tribunal Federal, Vicente Leal, foi afastado por suspeitas de envolvimento na venda de habeas-corpus, a traficantes. Secretário A morte do agente, que estava citado numa lista de envolvidos com chacinas no Estado, seria o principal assunto a ser tratado com o secretário de Defesa Social, Robevaldo Davino. Mas isso não aconteceu. Exatamente no dia em que ele faltou à convocação da Comissão de Direitos Humanos, para falar sobre o tema, um dos envolvidos foi eliminado. ?Eu não queria fazer premonição da morte de ninguém, mas ela pode acontecer com outros envolvidos no esquema de chacinas?, disse. Na lista em que constam policiais envolvidos em chacinas também figuram o nome de políticos, supostamente ligados ao crime. (MR)

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