Política
L�der do governo tenta abafar CPI da Educa��o na Assembl�ia
MARCOS RODRIGUES Um dia após as revelações do próprio governador Ronaldo Lessa (PSB) de que existem irregularidades em contratos da Secretaria da Educação, tendo sido descoberto um rombo de R$ 12 milhões nas contas do órgão, o deputado Paulo Fernando dos Santos (PT) tentou, ontem, coletar assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembléia Legislativa do Estado (ALE), para investigar o caso. Mas, nos bastidores, o líder do governo, deputado Sérgio Toledo, já iniciou uma ?operação abafa?, para evitar que a proposta vá adiante. Para Toledo, não há sentido no pedido de abertura de CPI. ?Se o próprio governador já sabe do problema e diz que vai apurar, não vejo necessidade de uma CPI só para fazer carnaval?, comentou. Convencimento O trabalho de convencimento do parlamentar junto aos deputados que integram a bancada do governo na ALE, deu certo. Minutos antes de iniciar a sessão plenária, o deputado Paulão, que já contava com nove assinaturas, teve a retirada de uma delas: a do deputado José Pedro da Aravel (PPS). Antes mesmo do início da sessão, o deputado petista, que é o único de oposição na casa, já se articulava para coletar assinaturas. O pedido de criação da CPI, até ontem, contava com os nomes dos deputados Gervásio Raimundo (PTB), Artur Lira (PP), Cícero Almeida (PDT), Ziane Costa (PMDB), Marcos Barbosa (PT do B) e Maria José Viana (PSB), além do próprio Paulão. Apuração A deputada Maria José Viana (PSB), que também teve sua gestão questionada, defendeu a realização de uma investigação. ?Proponho que seja feita uma grande auditoria na Educação em todo o Estado?, declarou, defendendo-se da acusação de que teria contratado motoristas de forma irregular. A deputada disse, ainda, que ao deixar o cargo, contratou uma auditoria para verificar as contas de sua gestão. ?Tenho o documento. Ele é minha arma?, completou. Maria José acredita que está na hora de se esclarecer todas as dúvidas que existem sobre sua passagem pela pasta. ?Não temo investigação, porque sempre fui transparente com o dinheiro público. Quem for podre que se quebre. Só não posso é aceitar que enlameiem a minha história?, concluiu.