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Ouvidor quer ser prefeito pelo Partido Verde

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MARCOS RODRIGUES O ouvidor-geral do Estado, advogado Elias Barros, quer ser prefeito de Maceió pelo Partido Verde (PV). Depois de ser deixado de lado por sua antiga sigla, o Partido Trabalhista Nacional (PTN), Barros agora defende o programa de sua nova legenda, que aborda temas polêmicos no Congresso Nacional como: união civil entre homossexuais e descriminalização da maconha, além, é claro, de ser contra os alimentos trangênicos (modificados geneticamente). A atuação do PV em Brasília ficou marcada pelo então deputado federal Fernando Gabeira, que deixou o partido para retornar ao PT. Mas como também rompeu com os petistas deverá ser, novamente, verde, e colega de Elias Barros. Elias, que tem formação evangélica, como ele próprio se define, ficou conhecido no Estado nas últimas eleições para o governo. Mesmo sem chances e sem mobilização real para a vitória, polemizou no guia eleitoral, tendo sua candidatura questionada em alguns momentos. Não se tem conhecimento de que tenha realizado comícios, apenas gravações do guia eleitoral e reunião com as bases. Antes de ?virar verde?, Elias era presidente regional do PTN, mas foi preterido. Pelo partido, disputou o governo de Alagoas contra o então candidato à reeleição Ronaldo Lessa. Não passou do primeiro turno, mas ganhou a simpatia do governo e virou ouvidor-geral, substituindo Geraldo Magela. Sua antiga legenda passou por uma reestruturação e tem novo presidente regional: o empresário Marinho de Gusmão, que pensa em eleger pelo menos três vereadores no próximo pleito. Contradição Indagado sobre as polêmicas defendidas pelo seu atual partido, Elias disse que não apóia a descriminalização, mas quanto à união entre pessoas do mesmo sexo se mostrou neutro. ?Sou verde da esperança, mas sou contra legalizar a maconha. Se o álcool e o cigarro já causam estragos, imagine ela. Essa é uma discussão de foro federal e foge da legalidade. Quanto à união homossexual, entendo como uma questão de livre arbítrio do cidadão. Cada um tem o direito de escolher o que quiser?, explicou, sem cerimônias. Elias tenta esconder a contradição entre sua formação religiosa e a questão partidária. Para ele, as duas não se misturam. Chances Sobre a candidatura à Prefeitura de Maceió, Elias disse que o partido, informalmente, vê com simpatia seu nome para a disputa. Entretanto, ainda não se manifestou oficialmente. ?Tenho mantido contatos e, até agora, tenho observado que existe uma simpatia por nossa candidatura?, adiantou, sustentando seu nome. Antes de entrar na política Barros ficou conhecido no meio sindical por defender os trabalhadores. Para isso, criou, inclusive, uma associação para representar a categoria. À época era aliado de Fernando CPI, hoje principal adversário de Elias e do governo Ronaldo Lessa. A entrada na política abriu portas para o advogado, que se sente realizado com o trabalho desenvolvido pela Ouvidoria. ?Estamos levando cidadania a quem não tem. Emitimos carteira de identidade e registro civil?, finalizou.

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