loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Vereadores de Macei� criticam fidelidade partid�ria

Ouvir
Compartilhar

ISMERY CAVALCANTE A possibilidade de o troca-troca de partidos chegar ao fim, conforme prevê a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), dentro da Reforma Política do governo Lula, em tramitação no Congresso Nacional, já é motivo de polêmica nos bastidores da Câmara Municipal de Maceió. O campeão da troca de partido, vereador Jaudeni Coutinho, que já passou por cinco siglas, é contra a fidelidade partidária. ?Já passei por tantos ?P? da vida que, às vezes, me atrapalho com as siglas?, admitiu Jaudeni. Se a reforma partidária estivesse em vigor, o vereador já teria perdido o mandato. Na prática, a proposta altera os artigos 17 e 55 da Constituição Federal, que concede autonomia aos partidos políticos para estabelecer em seus estatutos normas de disciplina e fidelidade partidária. Com isso, deixa de existir a perda de mandato por infidelidade partidária. A maioria se mostra favorável à fidelidade partidária, inclusive os fiéis ao seu partido. Já os considerados ?puladores? de legenda se mostraram contrários. Se a emenda constitucional já tivesse sido aprovada, a maioria dos vereadores estaria sem seus mandatos. O vice-presidente da Casa, vereador Jaudeni Coutinho, é o campeão das mudanças: já passou do PSC para o PT do B, PSD, PV e agora está no PSB. Com a segunda colocação fica o vereador George Sanguinetti, que se elegeu pelo PL, passando pelo PSD, depois PSDB, e hoje disputa a reeleição pelo PTB. Ambos se posicionaram contrários à fidelidade partidária. Coutinho diz ter encontrado no PSB melhores condições para se reeleger. Ele seria favorável à fidelidade partidária caso fossem extintos os pequenos partidos e permanecessem, no máximo, as seis maiores legendas: PT, PSB, PMDB, PFL, PSDB e PDT. O vereador George Sanguinetti justificou suas mudanças com a explicação de que os partidos PL e PSD não realizavam reuniões periódicas de avaliação e orientação sobre grandes temas municipais para os candidatos. Já o PSDB, conforme Sanguinetti, apresentava nomes fortes que dificultariam sua permanência no mandato. ?Sou favorável à ampla liberdade ao parlamentar de exercer o seu mandato vinculado ao partido que mais lhe assegure motivação e que tenha estatutos com o qual se identifique?, frisou Sanguinetti. Dos 21 vereadores, apenas seis considerados fiéis ao partido pelo qual foram eleitos escapariam da perda dos seus respectivos mandatos. É o caso dos vereadores Marcos Vieira, presidente da Diretório Municipal do PSB, Judson Cabral e Thomaz Beltrão, ambos do PT, Marcos Alves, que ganhou a eleição pelo PSB, e Reginaldo de Jesus, PL. Todos defenderam a fidelidade partidária. Thomaz Beltrão (PT), por exemplo, atribuiu sua escolha pelo PT ao fato de se identificar com suas propostas programáticas. ?Continuo no PT e defendo a fidelidade partidária?. Os vereadores que mudaram apenas uma vez de partido também concordaram com a mudança na reforma política. Como é o caso dos vereadores Galba Novaes, presidente do Diretório Municipal do Partido Liberal, hoje no PL, e o vereador Jorge Sexto(PSDB). Galba Novaes, por exemplo, foi eleito pelo PSD, que se fundiu com o PTB e depois passou para o PL. Já Jorge Sexto, foi eleito pelo Partido Republicano Progressista (PRP) e depois de seis meses passou para PSDB, onde está há mais de 10 anos, o correspondente ao terceiro mandato.

Relacionadas