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DEPUTADO NEGA INTERFERÊNCIA NO PROCESSO DE SELEÇÃO

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Ao ser questionados sobre as denúncias de indicação política e irregularidades na contratação de profissionais da saúde para atuação na UTI direcionada ao combate à Covid-19, a gerente do hospital informou, por meio da assessoria de comunicação, que já havia respondido ao Ministério Público e a Sesau deixou de responder a demanda encaminhada desde a última terça-feira. O deputado Ricardo Nezinho, ao ser consultado sobre as denúncias de que estaria indicando os profissionais com objetivos políticos – o parlamentar pretende se lançar candidato a prefeito de Arapiraca este ano - declarou por meio do aplicativo WhatsApp que “todo o procedimento é com a secretaria de Saúde” e acrescentou que “não tenho nenhuma interferência no chamamento”. No final de 2019, o Hospital de Emergência do Agreste chegou a ser alvo da Operação Florence – Dama da Lâmpada, executada pela Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria Geral da União (CGU), que identificaram fraudes e desvio de recursos no valor de R$ 30 milhões, à compra de órteses, próteses e materiais especiais pela Sesau. Na ocasião, a gerente da unidade de saúde à época, Marta Celeste Silva de Oliveira, cunhada do deputado Ricardo Nezinho e indicada ao posto por ele – na segunda gestão do governo Renan Filho (MDB), o parlamentar passou a indicar nomes para a direção do hospital – esteve entre as presas temporárias como resultado de mais um escândalo de desvio de recursos na pasta da Saúde. A filha do vice-governador Luciano Barbosa (MDB), Lívia Barbosa, e o marido dela, Pedro Margalo, também figuraram entre os presos a pedido do delegado federal Jorge Eduardo Ferreira de Oliveira e aceito pelo juiz da 4ª Vara Federal em Alagoas, Sebastião José Vasques de Moraes.

Sobre este caso, o Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal em Alagoas informou que “algumas medidas investigativas foram adotadas e repassadas para a Polícia Federal, que deve estar trabalhando com apurações agora”. MA

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