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SINTEAL CHAMA NOVA PORTARIA DA SEDUC DE ‘EXERCÍCIO DE FICÇÃO’

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Após a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) baixar uma portaria que cria um “Regime Especial de Atividades Escolares Não-Presenciais”, no dia 6 de abril, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) publicou uma nota, na segunda-feira (13), criticando o dispositivo, alegando que ele é incompatível com a realidade alagoana. Na portaria, é determinado que escolas públicas da rede estadual criem ferramentas de aprendizado online para os alunos, enquanto durarem as medidas de prevenção ao novo coronavírus. O texto não esclarece, contudo, como será feita a capacitação dos profissionais para isto, ou meios de facilitar o acesso dos alunos à internet. Os estudantes da rede pública estadual, que muitas vezes vivem em condições de vulnerabilidade social, não teriam o mesmo acesso às ferramentas digitais necessárias para o aprendizado online que outras crianças. A nota reclama também dos baixos salários e precárias condições de trabalho dos profissionais da educação estadual. A portaria chega a afirmar que a Seduc irá arcar com a qualificação dos profissionais das escolas para que possam manter o regime de ensino virtual, mas não dá detalhes sobre como e quando isso será feito. Também é dada a opção da escola justificar, por ofício, o porquê de não poder participar do programa. “Chega de insensibilidade e de desconhecimento da realidade! [...] [Os gestores] desprezam o papel dos profissionais em educação, e pensam que podem substituí-los por um celular. Estão enganados! A escola e a educação são muito mais do que isso”, diz a nota do Sindicato. “E as famílias? As mães e avós trabalhadoras, muitas das quais que estão nas atividades essenciais e de risco? Terão qual tipo de apoio para orientar a educação não presencial de suas crianças e adolescentes? Alguém já consultou essas condutoras de famílias sobre quais as condições existentes nas residências para que estudantes tenham o mínimo de espaço, silêncio e disciplina para uma jornada de estudos em casa?”, questiona a nota. A portaria prevê, ainda, que caso o período de isolamento social seja estendido pelo governo do estado, será possível integrar ainda mais o sistema de aprendizado virtual com o calendário de aulas dos estudantes, para não gerar maior discrepância entre o ano letivo e o ano civil.

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