Política
DEPUTADOS CRITICAM FIM DE PROGRAMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS
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Coube aos próprios deputados que integram a bancada governista na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) a dura cobrança para que o governador Renan Filho (MDB) dê a atenção merecida aos pequenos agricultores do interior de Alagoas. Durante a sessão plenária de ontem, os parlamentares da base criticaram a omissão do chefe do Executivo estadual na manutenção dos programas do Leite e de Aquisição de Alimentos (PAA).
Eles estavam discutindo a indicação do deputado Paulo Dantas (MDB) para apelar ao governador e à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri) que realizassem, com maior brevidade possível, a ampliação das famílias atendidas, em percentual mínimo de 50%, pelo Programa do Leite, firmado entre o órgão estadual em parceria com o governo federal.
Dantas explicou que tem feito cobranças diretas a Renan Filho e ao secretário de Agricultura de Alagoas para fortalecimento e recuperação do referido benefício, que não faz repasse aos produtores desde janeiro último. As reclamações também partem, segundo o parlamentar, da bancada federal alagoana. Ele citou, inclusive, o trabalho incansável, em Brasília, feito pelo senador Fernando Collor e pelo deputado Marx Beltrão (PSD), para tentar viabilizar a iniciativa em Alagoas.
“Sem o Programa do Leite, a cadeira produtiva no Sertão está fadada ao fracasso, já que 80% da produção é feita pelo pequeno agricultor, pela agricultura familiar. Faço, portanto, um apelo, para que o governo entenda que o programa é importante para a economia, faz com que as pessoas permaneçam no campo, tenham renda e gere empregos”, afirmou Paulo Dantas. Segundo ele, o pedido ao governador, nesta oportunidade, é para que o programa seja ampliado em mais 50%, no mínimo.
Em aparte, Jó Pereira (MDB), também aliada do governador e integrante do Conselho do Fecoep em Alagoas, informou que o colegiado aprovou, em julho do ano passado, projeto da Seagri com vigência de um ano para ampliar a cobertura do Programa do Leite. No entanto, ela explica que, deste total, R$ 15 milhões eram do governo federal e o restante do Fecoep.