loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

FISCALIZAÇÃO DE PREFEITURAS SERÁ MENOS BUROCRÁTICA NA PANDEMIA

Tribunal de Contas do Estado e demais Poderes flexibilizam prestações de contas para municípios

Ouvir
Compartilhar
Tribunal de Contas do Estado suspendeu os prazos para as prefeituras prestarem contas
Tribunal de Contas do Estado suspendeu os prazos para as prefeituras prestarem contas -

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) e demais Poderes reduziram a burocracia da fiscalização para garantir a sobrevivência da maioria das 102 prefeituras que enfrentam queda na arrecadação municipal, aumento de desemprego e ameaça de contaminação dos 3,4 milhões de alagoanos pelo novo coronavírus (Covid-19). Em abril, o TC começaria a cobrar prestação de contas das prefeituras e órgãos estaduais. Os prazos estão suspensos. Mais de 500 mil desempregados, microempreendedores, empregadas domésticas, taxistas, carroceiros entre outros inscritos no Cadastro Único dos programas sociais federais receberão, cada um, R$ 600. A ajuda valerá por três meses e representará R$ 900 milhões que ajudara a movimentar a economia alagoana neste momento de recessão por causa da Covid-19, disse economista Cícero Péricles. “Não é muito para cada desempregado. Mas é melhor que nada”. Em contrapartida, os gestores suspenderam gastos com obras, compras e investimentos. Os prefeitos das cidades de Barra de Santo Antônio, Paripueira e Pilar surpreenderam os colegas ao anunciarem corte de 50% nos salários deles, dos vices prefeitos e de 20% nos vencimentos dos secretários municipais e de outros cargos comissionados do primeiro escalão. Outros prefeitos estudam medidas semelhantes. Por enquanto, os empregos estão mantidos, afirma direção da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA). O presidente do Tribunal de Contas de Alagoas (TCE/AL), Conselheiro Otávio Lessa, avaliou que “a hora é de solidariedade e de gestores criativos para garantir assistência as famílias pobres que não podem trabalhar por causa do isolamento social”. Ele apoia o isolamento, principalmente dos idosos. O Tribunal de Contas da União (TCU) em reunião com os presidente dos TCEs [dia 18] defendeu que cada estado precisa de solução individual para conter a contaminação e assegurou que os Poderes da República [Supremo Tribunal Federal, Câmara e Senado Federal] aprovaram os projetos do governo federal para minimizar os efeitos da Covid-19. “Os Poderes de Alagoas estão conversando e adotam medidas para facilitar a vida do Executivo e das prefeituras”. O TCE, segundo Otávio Lessa, apoia o governo e os prefeitos reduzindo a burocracia a fim de garantir agilidade na compra de insumos de saúde pública. “Há consenso dos TCEs e TCU em reduzir a burocracia. Sem deixar, porém, de acompanhar a movimentação dos recursos públicos para evitar desvios. Os Ministérios Públicos Federal e estaduais atuam juntos”.

SEM CORTES

A presidente da AMA, prefeita da cidade de Campo Alegre, Pauline Pereira (PP) confirmou que o clima entre os gestores é de “muita preocupação”. Os prefeitos querem que o governador Renan Filho (MDB) faça repasse do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) utilizando como parâmetro os valores de 2019, para conter o impacto na queda da arrecadação tributária. A Secretaria de estado da Fazenda estudo pleito e tenta manter o equilíbrio fiscal. “Reiteramos ao governo de Alagoas a necessidade da viabilização de respaldo financeiro para que as 102 cidades, dependente dos repasses da arrecadação do ICMS, do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e royalties, não percam suas receitas”, disse Pauline Pereira sem emitir juízo a respeito das decisões dos colegas que fizeram cortes de 50% salários deles, dos vices e de 20% nos dos servidores comissionados. “As prefeituras são livres e autônomas para adotarem as medidas cabíveis neste momento de crise”. Nas cidades e na administração estadual, os servidores públicos estão preocupados com atrasos nos salários e possíveis demissões por causa de recessão. Com relação ao funcionalismo estadual, o secretário de estado da Fazenda, George Santoro, descartou, novamente, cortes e atrasos de salários, ao garantir pagamentos em dia e manutenção dos empregos.

DESEMPREGADOS

Shorts Youtube
Play
Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe

Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe

Play
Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais

Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais

Play
Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca

Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca

Play
Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió

Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió

Play
Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"

Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"

Apesar de ter seis meses de folga financeira com a suspensão de pagamento do serviço da dívida pública [R$ 30 milhões/mês] orçada em R$ 8 bilhões, o governo estadual demonstra lentidão para manter a economia ativa e socorrer mais de 950 mil alagoanos (IBGE) em situação de pobreza extrema. O governo federal confirma socorros financeiros para o estado. Um deles, a ajuda social de R$ 600 para pelo menos 500 mil alagoanos. Isto injetará R$ 300 milhões/mês nos 102 municípios. A ajuda será por três meses, ou seja, Alagoas terá R$ 900 milhões que circulará entre as camadas mais pobres da população. O montante, de acordo com cálculo do professo- doutor em Economia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cícero Péricles, socorrerá 94 mil micro empreendedores, 160 mil desempregados, 54 mil empregadas domésticas e outras milhares pessoas do Cadastro Único do governo federal.

Relacionadas