Política
Juiz desmente julgamento de relat�rio no Pleno do Tribunal
O juiz Rivoldo Costa Sarmento Junior, da comarca de Porto de Pedras, desmentiu, ontem, a informação de que o pleno do Tribunal de Justiça (TJ) irá analisar relatório envolvendo a atuação do magistrado no processo envolvendo ações da Telebrás, em Alagoas. A notícia fora veiculada na imprensa, ontem, e dizia que o magistrado seria alvo de procedimento disciplinar, a ser definido pelo pleno, por conta de uma ordem sua que determinou o seqüestro de R$ 63.111.024,63, em favor de Glayton Goulart. Este é apontado como integrante de uma suposta quadrilha responsável por um golpe de R$ 2 milhões, envolvendo ações de subsidiárias da Telebrás, a exemplo da Chesf, Furnas e Eletrosul. O bloqueio ocorreu em dezembro de 2002 e foi comunicado ao departamento jurídico da estatal pela agência do Banco do Brasil, onde a conta é administrada. Segundo o próprio juiz, o que existe é um procedimento administrativo na corregedoria porque o representante jurídico da empresa ?questionou? um despacho seu. ?É um processo alienígena. Em minha defesa encaminhada ao corregedor explico detalhes do procedimento adotado, inclusive mostrando que a empresa perdeu prazo para o recurso legal. Quanto a mim não existe nada errado?, explicou o magistrado, alertando para o poder econômico da Telabrás e sobre o seu poder de espaço na mídia sobre este caso. Rivoldo disse, ainda, que não é parte integrante, sequer, do processo. Ele explica que à época se encontrava de férias. ?Por esta razão me afastei desse processo. Por isso não existe relatório algum para ser apreciado no pleno contra mim. Tenho, inclusive, uma certidão da Corregedoria desmentindo essa informação?. A ação contra o magistrado tramita na corregedoria do TJ e foi movida pelo departamento jurídico da empresa. Para o representante da Telebrás, Ayrton José Ferreira Filho, a decisão do juiz Rivoldo teria inviabilizado a defesa. A GAZETA DE ALAGOAS procurou ouvir a corregedoia do TJ, mas, como o caso ainda está sendo analisado, todas as informações estão mantidas em sigilo. (MR)