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DEPUTADOS COBRAM PROJETOS PARA RETOMADA DA ECONOMIA

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O deputado Cabo Bebeto (PSL) afirmou que, apesar de necessário, o plano de contingência não isenta o governo do Estado de anunciar as medidas de recuperação econômica para o Estado no período pós-pandemia. Segundo ele, o governo só sabe pedir. “Solicita isenção da dívida, recursos ao governo federal, porém não se movimenta para resolver a realidade de Alagoas. Além disso, este plano de contingência deveria prever redução de combustível, de passagens aéreas, de concessão de diárias, material de consumo, racionalização de água, luz e telefone”, avalia. Já o deputado Bruno Toledo (PROS) disse lamentar a demora da divulgação do corte de gastos pelo governo. O parlamentar já havia cobrado, durante sessão na Assembleia, um posicionamento de Renan Filho sobre as despesas que o serviço público mantinha até então. “O Executivo precisa discutir projeto de retomada econômica e os gastos que podem ser cortados agora, uma vez que - como já havia alertado na Assembleia - a queda de arrecadação era visível. Então, o Estado precisa se preparar em três frentes: a ampliação de gastos ao combate à pandemia, o atendimento aos mais vulneráveis e a reconstrução econômica. Tudo isso requer um corte de gastos agora. Requer o não desperdício de recursos. É imprescindível que um Estado, não só em momentos de crise, tenha maior foco em sua atividade fim e na prestação de serviços que na atividade meio”, comenta. Em discurso, durante sessão plenária, a emedebista Jó Pereira revelou que cobra, há mais de três anos, do Governo do Estado, aumento de 1% no orçamento destinado à saúde. “Talvez, se tivéssemos executado este percentual, teríamos uma estrutura melhor de saúde para enfrentarmos esta pandemia e apoiar os alagoanos e alagoanas. Eu clamo para que o erro desse governo e de anteriores, de não priorizar a saúde, saneamento, educação, não persista”. Ela diz que, avaliando as finanças do Estado em plena época de pandemia, identificou uma movimentação orçamentária de R$ 31 milhões para a Secretaria de Estado do Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand), feita no dia 14 de abril. Coincidência ou não, é quase o valor da suspensão do pagamento da dívida do Estado com a União. Os recursos foram retirados da Secretaria de Estado da Educação, para construção de creches e escolas; da Secretaria da Mulher, para implementação de políticas de promoção, defesa e proteção dos direitos humanos; da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social, para manutenção das unidades prisionais; da Secretaria de Planejamento, Gestão e Patrimônio, para investimento em transparência e gestão de pessoal.

“Fica registrado o meu alerta. Precisamos ter simultaneidade, multisetorialidade, transparência, humanidade e solidariedade na gestão pública. São requisitos necessários em momentos como este. E que estes erros, de falta de investimento em áreas prioritárias, sejam corrigidos e não haja insistência”, destaca.

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