Política
BARBOSA DEIXA SEDUC APÓS GESTÃO MARCADA ATÉ POR OPERAÇÃO DA PF
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Em meio às investigações que ainda são realizadas por órgãos federais, após a deflagração da Operação Casmurros pela Polícia Federal (PF), em setembro de 2019, contra um esquema milionário na Secretaria de Educação do Governo Renan Filho (MDB), o secretário da pasta, Luciano Barbosa (MDB), pediu, na última segunda-feira (1°), a exoneração do cargo. Ele deve disputar a Prefeitura de Arapiraca. A saída foi oficializada nesta quarta-feira (3), pelo governador, por meio de um "post" no Instagram.
Além da Casmurros, Luciano enfrentou as consequências de uma operação federal dentro de casa. A filha dele, Lívia Barbosa, chegou a ser presa suspeita de participar de um esquema milionário na Secretaria de Saúde de Alagoas (Sesau/AL). Apesar do pedido para deixar o cargo de secretário de Educação, Luciano Barbosa segue como vice-governador e vai contar com toda a estrutura do Poder Executivo para tocar sua pré-campanha em busca da cadeira da Prefeitura de Arapiraca. Barbosa já comandou a capital do Agreste em duas oportunidades.
A relação entre Barbosa e Renan Filho não é das melhores desde que a polícia bateu à porta dos familiares do então secretário de Educação. Desde a ação dos órgãos federais, Barbosa e Renan Filho mantiveram um distanciamento incomum na relação entre um governador e o seu vice. O termômetro da relação fria pode ser exemplificada com o "anúncio" modesto sobre a saída de Barbosa, resumindo-se a um "stories".
OPERAÇÃO CASMURROS
Em 2019, a pasta comandada por Barbosa, desde 2015, foi alvo de uma operação da PF que investiga um esquema criminoso que estaria instalado no setor de Contratos do Governo Renan Filho. Conforme a investigação, o esquema descoberto na Seduc estaria na contratação do transporte escolar, com um rombo aos cofres públicos que pode ultrapassar os R$ 21 milhões. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), por sua vez, mantêm sob sigilo os desdobramentos das investigações. A operação levou à cadeia servidores da Secretaria da Educação e, também, o diretor-presidente da Agência de Modernização da Gestão e Processos (Amgesp), Wagner Morais, amigo pessoal do governador e que o acompanha desde a época em que ele era prefeito da cidade de Murici. Servidores da pasta também foram afastados por decisão da Justiça Federal.
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Em dezembro de 2019, familiares de Luciano Barbosa foram presos suspeitos de participar de um esquema milionário na Secretaria de Saúde de Alagoas. A polícia apontou o nome da filha dele em um esquema de fraude, corrupção e desvio de recursos na Sesau.