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Vereadores acusam prefeito de praticar nepotismo

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Além de criticarem o atraso no pagamento do funcionalismo e dos comerciantes, os vereadores, liderados pelo parlamentar Jailson Costa (PPS), acusam o prefeito José Maia de praticar nepotismo em várias secretarias. ?Desde o início de sua administração o chefe do Executivo nomeia parentes, entre eles irmãos, esposa e primos?, protestaram. Entre os órgãos ocupados por familiares de José Maia, apontados pelos vereadores estão: Secretaria de Obras e de Finanças, onde está o irmão do prefeito: Sebastião Albuquerque; Secretaria de Saúde, chefiada por Edvânia Gonçalves (esposa do prefeito); além das irmãs Ester Gaia, que é tesoureira da prefeitura e Vanuza Maia, vice- prefeita da cidade. As denúncias dos vereadores foram rebatidas em parte pelo prefeito do município. Ele confirmou a falta de pagamento ao funcionalismo e aos comerciantes, com a alegação de que houve queda de 40% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), registrada, segundo ele, a partir de junho deste ano. Para a cidade de Quebrangulo, conforme o prefeito, o FPM, que em maio apresentava um valor líquido de R$ 260 mil, caiu, a partir de junho para R$ 120 mil. A partir desse mês, afirma, os valores variam entre R$ 120 mil e R$ 150 mil. Quanto à receita líquida do município, anunciada pelos vereadores como no montante acima de R$ 400 mil, o prefeito negou a existência desse valor, com a alegação de que a receita é de R$ 280 mil. Essa quantia, segundo Maia, pode apresentar valores mais altos, devido à ingerência de recursos enviados pelo Ministério da Saúde para programas de saúde, que chega a R$ 42 mil; do Fundef (fundo destinado à educação), que apresenta R$100 mil, além do ICMS, que, por sinal, conforme o prefeito, é um dos menores, chegando a um índice de apenas 0,32%. Pagamento Mesmo com a queda do FPM, o prefeito prometeu que entre os dias 10 e 20 deste mês, quando será liberado esse fundo, efetuará o pagamento dos salários dos servidores. Mas para isso, dará início a cortes de gastos em secretarias, referente a combustíveis e compra de materiais. O controle dos gastos, segundo o prefeito, já foi iniciado, a partir da queda do FPM, por meio do corte de linhas telefônicas nas secretarias, com exceção da prefeitura e Secretaria de Saúde. Quanto ao débito da prefeitura com o comércio local, Maia disse que está negociando com os vendedores. O débito, segundo ele, não ultrapassa R$ 40 mil e é referente a pequenas compras do município. Em relação à permanência de alguns de seus parentes em secretarias, o chefe do Executivo explicou que eles estão preparados para as respectivas pastas que ocupam e, como qualquer funcionário, sujeitos à perda de seus empregos, caso cometam alguma irregularidade.

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