Política
Atraso de sal�rios revolta servidores de Quebrangulo
ISMERY CAVALCANTE O clima de revolta predomina entre a maioria dos 550 funcionários concursados, comissionados sem estabilidade, aposentados e pensionistas dos níveis médio e elementar do município de Quebrangulo. A prefeitura arrecada R$ 400 mil e não consegue pagar a folha de R$ 175 mil. O atraso de três meses de salários da Prefeitura obriga os funcionários a esmolar pelas ruas da cidade. A denúncia chegou à capital por meio de quatro dos nove vereadores dos municípios. Os comerciantes da cidade, que negociam com a Prefeitura, também estão no sufoco. Os credores não recebem desde julho e não sabem mais a quem cobrar. A maioria deixou de fornecer à prefeitura e pensa em acionar a Justiça. A difícil situação do funcionalismo municipal e dos comerciantes mobiliza a Câmara Municipal de Quebrangulo. Desde o mês de julho deste ano um grupo de vereadores cobra explicações, em sessões na Casa Legislativa, sobre o atraso no pagamento dos salários e dos credores. O prefeito José Maia de Albuquerque (PTdoB), que participou de uma sessão da Câmara, no mês de julho, conforme os vereadores, sempre adia o pagamento e se defende atribuindo a situação à queda no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Nesta semana, os vereadores Jailson Costa (PPS), Paulo Damião (PPS), João Lopes(PP), Gonzaga Lolo (PRP), além do empresário Fernando Medeiros, denunciaram a crise financeira e cobraram providências ao Tribunal de Contas (TC) do Estado. O presidente do TC, conselheiro Edval Gaia, recebeu um relatório sobre a crise econômica de Quebrangulo. Ele se comprometeu a fazer uma auditoria nas contas do município, na próxima semana, para saber o motivo do atraso no pagamento. Outra medida tomada pelos parlamentares foi encaminhar um ofício solicitando uma investigação ao Ministério Público Estadual. Eles suspeitam da existência de improbidade administrativa.