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Esquerda do PT j� admite alian�a com PSB

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ARNALDO FERREIRA O crescimento da pré-candidatura do deputado estadual Cícero Almeida (PDT) a prefeito de Maceió e a presença do deputado federal João Lyra (PDT) disputando o segundo lugar com a senadora Heloísa Helena (PT), em duas pesquisas - uma encomendada pelo Partido dos Trabalhadores e outra pela Federação das Industrias de Alagoas - embolaram o processo da sucessão da prefeita Kátia Born. O PT, que já esteve em primeiro lugar com a senadora Heloísa Helena, continua caindo e o partido já estuda a possibilidade de apoiar, inclusive, uma candidatura de outro partido. As pesquisas fortalecem ainda mais o deputado Cícero Almeida, que começou a sua trajetória como vereador e com dois anos de mandato conseguiu se eleger deputado estadual. Almeida é radialista e fez fama com programa policial de TV. Ganhou prestígio atuando com uma política clientelista nas áreas de baixa renda, onde usa duas clínicas odontológicas. Fala pouco sobre o seu projeto político e costuma dizer que se for eleito terá condição de fazer muito mais pelas pessoas pobres da periferia. Já o deputado João Lyra, estrategicamente tenta ampliar a sua base de apoio atraindo partidos nanicos de centro. Quer cativar o eleitorado lembrando a sua trajetória de empresário bem-sucedido. Costuma destacar que não precisa ser prefeito para resolver seus problemas pessoais e diz que quer administrar a cidade do mesmo jeito que toca as suas empresas: acordando cedo, valorizando os servidores que realmente trabalham, visitando as obras e melhorando as condições de vida da periferia. Almeida e Lyra, em campanhas distintas, procuram não se envolver com os problemas administrativos dos partidos adversários. Alfinetam os opositores em tom moderado. Lyra, inclusive, tem conversado com outros partidos, com o objetivo de ampliar a sua base de apoio. Neste momento, os seus estrategistas acompanham o desenrolar das crises internas no PT e PSB. Alternativa As alas da esquerda petista não acreditam mais na possibilidade de a senadora Heloísa Helena continuar no partido. Nos próximos dias 15 e 16, a executiva nacional do PT se reúne para decidir se expulsa ou não a senadora. Em Alagoas, a senadora tem uma moção de apoio aprovada pelo Diretório Municipal, mas a maioria do Diretório Estadual quer a senadora fora. Ela também não fez o caminho de volta. Pelo contrário. As críticas são cada vez mais ferozes contra o partido que diz ter ajudado a construir, a partir dos anos 90, quando se filiou. O deputado Paulo Fernando dos Santos - Paulão -, definha nas pesquisas, lidera a rejeição e não apresenta sinais de crescimento eleitoral. Por isso, o vereador Thomaz Beltrão, que é da mesma tendência da senadora (Democracia Socialista - DS), conseguiu aprovar com apoio do também vereador Judson Cabral que é da tendência de Paulão (Articulação, Unidade na Luta) que o PT tem de discutir, no encontro do Diretório Municipal, a possibilidade de aliança com o PSB e a possibilidade, também, de apoiar outra candidatura. A proposta dos vereadores tem a aceitação de dois terços da executiva municipal e ganha corpo nos bastidores do partido. Não é novidade para ninguém que o presidente do PT, deputado Paulão, e o governador Ronaldo Lessa deixaram de lado as divergências pessoais, andam discutindo a possibilidade de aliança nas eleições municipais da capital e Interior. Lessa, inclusive, acenou com cargos, mas o PT preferiu definir se aceita ou não compor com a administração do governo, depois de janeiro, quando amadurecer a possibilidade de aliança política entre os dois partidos. Do lado do Diretório Municipal do PSB há um torcida pela aliança. A própria prefeita Kátia Born (PSB) gosta da idéia. Entretanto, avisa: ?Se a gente fizer a aliança, numa composição majoritária, a cabeça da chapa é do PSB?. Queimação Kátia, no entanto, não admite que haja crise de queimação entre os candidatos do PSB, com uma chuva de denúncias. As mais fortes atingem o deputado federal Givaldo Carimbão. ?O que acontece é um processo de disputa interna, natural. O PSB não é como o PT, onde ninguém se entende?, disparou a prefeita. Quanto ao definhamento dos quatro pré-candidatos do PSB nas pesquisas de bastidores, a prefeita ironiza: ?Nós ainda não escolhemos o nosso candidato. Portanto, não podemos falar em queda nas pesquisas?. Ela ainda não diz abertamente, mas, hoje, seu pré-candidato preferido é o vice-prefeito Alberto Sexta-Feira. Já o PPS, mantém a candidatura do ex-deputado federal Régis Cavalcante e tenta aglutinar um projeto de aliança sem exigir compromissos ideológicos dos parceiros, segundo disse o secretário de Articulação, Juca Carvalho. O PCdoB terá candidaturas independentes proporcionais, com 32 candidatos, e vai tentar oferecer o nome do presidente de honra do partido, Eduardo Bomfim, para ser a alternativa para encarnar uma candidatura de centro esquerda. O PMN sustenta a candidatura do deputado estadual Cícero Amélio, mas há indicativos de um projeto de aliança com o PTB, de João Lyra. O ouvidor-geral, Elias Barros, retomou o PTN e manteve na direção do partido a sua vice-presidenta, Maria Silvana Nobre de Lima. O presidente nacional do partido, Dorival Masci de Abreu, anulou a intervenção liderada por Marinho de Gusmão e restituiu o antigo Diretório Estadual. Elias, no entanto, vai continuar no PV e será candidato a prefeito. ?Não serei laranja de ninguém. A minha candidatura é para valer?, garante.

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