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Sindicatos denunciam servidores

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Os sindicatos e associações de funcionários públicos perceberam a movimentação de servidores que já tinham recebido indenizações e agora articulavam apoio para se manter na listagem de funcionários que vão poder negociar dívidas trabalhistas com empresas de importação. Duas entidades, porém, confirmaram a movimentação, mas os nomes dos colegas ?espertos? são mantidos sob reserva. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assembléia Legislativa, Antônio Aroldo Loureiro, confirmou que desde a aprovação da Lei 6.410/2003, que permite aos servidores negociarem com empresas créditos trabalhistas do governo estadual, transitados em julgado até 2000, tem sido bastante procurado por colegas. Sem revelar muitos detalhes, observou que teve conhecimento de algumas pessoas que entraram com ações de indenizações trabalhistas e já teriam recebido seus direitos. ?O que nos preocupa é que se acontecer a duplicidade do pagamento pode prejudicar um processo interessante, onde todos ganham e ninguém perde. Se for feito da forma correta, não causa prejuízo ao Estado?. Loureiro disse ter obtido informações de que algumas pessoas que constam na listagem do processo transitado em julgado teriam recebido seus valores durante o governo de Divaldo Suruagy. ?A gente espera que o Estado tenha o controle sobre quem já recebeu e o exclua desta operação?. Outro que confirmou a movimentação de alguns servidores tentando se aproveitar da desorganização administrativa do governo passado, para receber duplicidade de indenizações trabalhistas, foi o presidente da Associação dos Aposentados do Poder Legislativo, jornalista Manoel Ferreira Lyra. ?Há especulação de que alguns nomes conhecidos estariam se movimentando. Como não posso provar isso, prefiro não fazer comentários sobre os supostos envolvidos?. Questionado se alguns dos nomes especulados eram do Poder Legislativo, também não quis falar. ?Quem torce para as coisas darem certo no Estado de Alagoas espera que a Secretaria da Fazenda e a Procuradoria Geral do Estado tenham condições de conter atitudes que, se forem verdadeiras, são ilícitas?, frisou Manoel Lyra. O líder de 800 aposentados lembrou que este processo todo começou em 1988. ?Só lamento que as coisas da Justiça trabalhista no Brasil sejam lentas. Dentre os 1.294 companheiros que ganharam ações trabalhistas, alguns não vão poder usufruir dos seus direitos porque já morreram?, observou Lyra, ao destacar, no entanto, que a família dos que faleceram podem receber o resultado da ação. No dia do fechamento desta matéria, a coordenadora Jurídica da PGE, Marialba dos Santos Braga, também coordenadora da seção de precatórios da Procuradoria, assegurou que ?será muito difícil alguém receber duplicidade de indenização trabalhista. A procuradoria tem controle das ações e está atenta?, frisou. (AF)

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