Política
FECOMÉRCIO QUER EVITAR RETROCESSOS PÓS REABERTURA
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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo garante que vai colaborar com o cumprimento das medidas propostas no protocolo sanitário do governo, para evitar retrocessos e eventual aumento nos casos de contaminação do Covid-19. Quem afirma é o presidente da Fecomércio, empresário Gilton Lima, ao adiantar que “o momento é delicado”.
O protocolo do governo traz, em sua primeira fase (laranja), a reabertura das lojas de rua com até 400m², dos salões de beleza e barbearias e dos templos, igrejas e demais instituições religiosas. Existem as regras sanitárias gerais, como o uso de máscaras, álcool em gel, limpeza dos sapatos nas entradas e outras, que servem para todos os setores e fases, e também as regras específicas, por setor e por fase.
Ainda com relação a fase laranja destacou que as lojas de rua autorizadas deverão desativar seus provadores. Os salões de beleza funcionarão com 50% dos seus funcionários, com uma distância de 2 metros entre as estações de trabalho e mediante agendamento com intervalo de meia hora entre um atendimento e outro para higienização do ambiente. No caso das igrejas, templos e instituições religiosas de forma geral, apenas poderão funcionar com 30% da capacidade total do ambiente.
RECESSÃO
O governo federal tenta reduzir os impactos da recessão imposto pelo coronavírus. Projetos ajudaram o cidadão a ficar em casa, como o auxílio emergencial. Medidas provisórias foram criadas para conter o desemprego descontrolado, como a MP 936, que permitiu a redução da carga horária ou suspensão dos contratos de trabalho com complementação salarial por meio do seguro-desemprego. Houve, ainda, a MP 946 extinguindo o PIS/PASEP e liberando saque de até R$ 1.045,00 para consumo a partir deste mês. Segundo estimativa do Instituto Fecomércio-AL, movimentará mais de R$ 36 bilhões na economia, disse Gilton Lima. “O primeiro semestre foi perdido. O isolamento provocou redução da produção da indústria e das vendas do comércio e serviços. Agora, temos que aguardar a reação dos consumidores para o segundo semestre”, avalia o presidente da Fecomércio, que espera o estímulo do governo federal para ajudar os cidadãos a voltarem ao consumo. Os estudos no Instituto Fecomércio mostram que houve impacto significativo no setor de comércio e serviços não essenciais nos primeiros 30 dias de isolamento, cerca de R$ 1,6 bilhão a menos na geração de riqueza desses segmentos. A arrecadação de ICMS do setor terciário, entre janeiro e maio deste ano, mostra queda de 4%.