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MANIFESTANTES QUEREM CPI PARA INVESTIGAR RECURSOS DA COVID-19

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Parte da faixa azul, na avenida Fernandes Lima, foi bloqueada pelos manifestantes no início da noite de ontem
Parte da faixa azul, na avenida Fernandes Lima, foi bloqueada pelos manifestantes no início da noite de ontem -

Um dia após o governador Renan filho (MDB) prorrogar o decreto de isolamento social em Alagoas, empresários e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro protestaram, na noite desta terça-feira (23), contra o adiamento da reabertura econômica, além de cobrar a instalação de uma CPI, na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), e a presença da Polícia Federal (PF) para investigar os gastos dos gestores com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Na manifestação, que aconteceu em trecho da Avenida Fernandes Lima, na capital alagoana, os manifestantes usaram carros de som e seguravam faixas, que tinham frases como “trabalho é vida” e “Alagoas pede a CPI da Covid-19”. Havia faixas também com “Fora, Renan. Alagoas não pode morrer”. A prorrogação do decreto até as 23h59 do dia 30 de junho ignorou o apelo dos empresários e comerciantes, que firmaram o compromisso de abrir as portas de forma segura ao seguirem os protocolos de saúde para prevenir o contágio do vírus. Com isso, entidades reagiram ao decreto assinado pelo governador Renan Filho, já que os estabelecimentos vinham colocando em prática a preparação para a retomada. Inclusive, após o anuncio do adiamento da reabertura, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel-AL) publicou um comunicado nas redes sociais, informando que, devido aos 90 dias de fechamento dos estabelecimentos, desde o primeiro decreto governamental, o setor já amarga 30% de demissões. “Infelizmente, muitos dos nossos empresários já anunciaram o fechamento de suas portas, e a previsão é de que esse número cresça ainda mais, chegando à lamentável estatística de 40% de encerramento das atividades nos próximos meses. A Abrasel/AL contabiliza cerca de 15 mil estabelecimentos de alimentação fora do lar. Em sua grande maioria, empresas familiares onde todos dão a sua vida diariamente para garantir o sustento da atividade”, diz trecho da nota. Além disso, conforme um levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério da Economia, o Estado extinguiu 1.608 postos de trabalho com carteira assinada em abril, consagrado-se como o segundo maior volume de fechamento de vagas formais de trabalho. Comprovando a situação, uma pesquisa do Ministério da Economia também mostrou que número de pedidos de seguro-desemprego em Alagoas avançou 45% na passagem de abril para maio. Os números de pedidos do benefício saltaram de 5.687 para 8.247 entre os dois meses. A manifestação foi acompanhada por viaturas da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL).

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