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CPLA COBRA CONTRAPARTIDA DO GOVERNO PARA PROGRAMA DO LEITE

Produtores alagoanos querem receber parcelas em atraso para viabilizar o andamento do projeto

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Produção leiteira em Alagoas continua mesmo com a pandemia, mas contrapartida do Estado ainda é incógnita
Produção leiteira em Alagoas continua mesmo com a pandemia, mas contrapartida do Estado ainda é incógnita -

A produção de leite em Alagoas não cessou durante a pandemia. O conhecido Programa do Leite, criado pelo governo federal, continua atendendo as famílias carentes do Estado com o fornecimento do produto que garante a sobrevivência de milhares de famílias. Mas os produtores aguardam a definição do Estado para a contrapartida financeira que ajuda a manter a produção e a regular preços. Por isso cobram do governador Renan Filho (MDB) uma definição quanto ao percentual deste ano e o pagamento das parcelas atrasadas. Segundo o presidente da Cooperativa de Produção Leiteira (CPLA) de Alagoas, Aldemar Paiva, mesmo com todos os problemas gerados pela pandemia, o governo federal já definiu o repasse dos recursos. “Essa contrapartida é uma decisão do governo do Estado. Ela pode partir de, no mínimo, 20% e pode chegar até 100%, como já ocorreu em outros anos. O que foi pactuado com o governo federal é que Alagoas pudesse entrar com um recurso que pudesse pagar as parcelas de janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho. Já o recurso federal completaria o restante para manter até o ano que vem”, explicou Paiva. Sua preocupação, porém, é que se o governo não tomar logo uma atitude ocorra a suspensão do fornecimento do produto, uma vez que os custos para a produção podem ficar inviabilizados. Aldemar Paiva lembra que, do ponto de vista social, o programa beneficia de ponta a ponta. Ou seja, de um lado quem produz, uma vez que fortalece a cadeia, a economia dos municípios, resgata o produtor e mantém o cooperativismo. Por outro, chega a quem mais precisa, que são as 80 mil famílias de baixa renda do Estado. Atualmente, 3 mil produtores integram essa importante cadeia. E a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) reconhece essa importância - tanto que também marcha ao lado dos produtores utilizando todo o seu prestígio e poder de pressão para a solução do problema. Ontem, em sua página na internet, a entidade não só manifestou apoio como solicitou do governo uma posição para evitar interrupção no processo de produção e distribuição. De acordo com a CPLA, o próprio governador Renan Filho já acenou positivamente para uma posição oficial, mas não definiu data para sua efetivação. E como o mês de junho já está em curso há uma dúvida no ar sobre os prazos para que não atrapalhem o fornecimento. “O problema é que os produtores já estão ficando sem condições e não querem mais fornecer”, revelou Paiva. No mês passado, graças ao apoio da bancada federal, foram garantidas, em Brasília (DF), verbas que somam R$ 19,8 milhões, porém, para que haja a liberação da parte do estado, ou seja, sua contrapartida é fundamental. Atualmente, conforme dados da própria CPLA, o programa absorve de 10% a 20% da produção de Alagoas. Como a fórmula de funcionamento já se consolidou desde que foi criada em 2002, o único dos produtores e suas respectivas famílias que ajudam no processo é para que ocorra uma definição o quanto antes para que não ocorra nenhum tipo de interrupção.

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