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MASSA FALIDA DO GRUPO JL DEVE RECEBER R$ 690 MI DE PRECATÓRIO

Dinheiro é fruto de um precatório que tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1)

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Dinheiro deve ser usado para pagar os trabalhadores que ainda precisam receber e para créditos extraconcursais
Dinheiro deve ser usado para pagar os trabalhadores que ainda precisam receber e para créditos extraconcursais -

Um crédito calculado em cerca de R$ 690 milhões deve ser pago à Massa Falida da Usina Laginha e garantir o pagamento dos direitos de trabalhadores e credores do grupo João Lyra, que entrou em recuperação judicial em 2008. A informação foi confirmada pelo administrador da Massa Falida, José Luiz Lindoso, ao jornal Extra de Alagoas. O dinheiro é fruto de um precatório que tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O processo é uma ação ainda dos anos 90 e cobra da União o ressarcimento de danos patrimoniais devido os preços abusivos praticados pelo extinto Instituto de Açúcar e do Álcool (IAA).

CONTA

Segundo Lindoso, o valor já está depositado em uma conta judicial vinculada ao processo, mas o recurso ainda não está disponível. De acordo com o administrador, o dinheiro deve ser usado para pagar os trabalhadores que ainda precisam receber e para créditos extraconcursais, que são as dívidas que vieram após ser declarada a recuperação judicial. Segundo o administrador da Massa Falida, até o momento 90% dos R$ 275 milhões devidos aos credores trabalhistas do grupo João Lyra já foram pagos com recursos da venda de usinas no estado de Minas Gerais. Todavia, ainda faltam ser pagos aproximadamente R$ 27 milhões a um grupo de 15 mil trabalhadores. “Com o precatório, ex-funcionários que têm direito a receber mais de 150 salários mínimos também serão contemplados”, afirmou ao Extra, José Luiz Lindoso. Além destes, o dinheiro deve ser usados para pagar impostos, credores, débitos trabalhistas maiores. Todos os débitos somados devem chegar na casa de R$ 473 milhões, portanto, sobrando R$ 217 milhões. Em fevereiro, dezenas de ex-trabalhadores do extinto Grupo João Lyra fizeram um protesto e fecharam o cruzamento da Praça Deodoro, cobrando do Tribunal de Justiça decisão que libera o pagamento das indenizações. Os ex-funcionários dizem que lutam há 4 anos pelas rescisões. Com faixas cobrando agilidade ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) para autorizar o dinheiro, os manifestantes tentaram uma audiência com o desembargador Klever Loureiro, que atua neste processo, mas não conseguiram e decidiram bloquear a rua por alguns minutos na época do protesto.

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