loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 24/07/2026 | Ano | Nº 6274
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

MINAS SEM LOCALIZAÇÃO DA BRASKEM PODEM PIORAR BAIRROS

Empresa não tem informações sobre cinco locais de extração de sal-gema que podem agravar ainda mais afundamento de solo

Ouvir
Compartilhar
Imóveis do Pinheiro e de outros três bairros já foram desocupados e cenário é de guerra
Imóveis do Pinheiro e de outros três bairros já foram desocupados e cenário é de guerra -

Cinco minas localizadas nas áreas afetadas pela sucessiva retirada de sal-gema durante mais de três décadas ainda são uma completa incógnita para a força-tarefa criada para acompanhar o caso do Pinheiro, Bebedouro, Mutange e Bom Parto. A falta de informações técnicas por parte da Braskem sobre elas pode ampliar o afundamento e destruição nesses quatro bairros.

Desde que o isolamento e retirada de moradores tiveram início, o processo só se amplia. Temendo o pior e uma possível venda da empresa, nos próximos três anos, os Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF) articulam ampliar indenizações para os atingidos.

Toda a ação dos órgãos se baseia em dados técnicos estudados pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Essas informações haviam sido repassadas ao empresário e presidente da Associação dos Empreendedores do Bairro do Pinheiro, Alexandre Sampaio. “Os próprios técnicos informaram que, de acordo com o que foi apurado junto à empresa, ela não sabe onde estão nem quais as condições reais de, pelo menos, cinco minas, e, por isso, desde que essa condição foi detectada, há a necessidade da área de evacuação”, revelou o empresário em recente contato com a Gazeta Digital e em entrevista ao Jornal da Mix FM 97.7.

INDENIZAÇÕES

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Os promotores têm acompanhado essa situação e, principalmente, depois que vazou a informação de que a Braskem pode ser vendida, eles correm contra o tempo para garantir recursos a fim de cobrir futuros prejuízos. Conforme foi revelado em matéria do Jornal Extra, desse final de semana, as reuniões com técnicos da Defesa Civil Estadual e Nacional já vêm ocorrendo, justamente, para ampliação da área considerada de risco iminente de desabamento. Somente assim, será possível que, quando a oficialização destas áreas ocorrer, possa haver uma cobertura aos danos materiais. Neste momento, novos estudos estão sendo feitos para comparação de dados obtidos no ano passado. As informações serão decisivas para confirmar as primeiras impressões sobre o desnível provocado pela descida de terreno, por desgaste ou, até mesmo, ruptura da parede de algumas minas. Na parte que inclui, por exemplo, o bairro de Bebedouro, é a água da lagoa que causa maior preocupação. Somente quem conhece e, ainda, insiste em transitar a pé ou de moto na região já percebeu que ela avança em direção ao campo do Centro Sportivo Alagoano (CSA), a antiga sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Siteal) e do antigo Hospital Psiquiátrico José Lopes. Em recente vídeo divulgado no YouTube e na Gazetaweb, como parte do Projeto Alagoanidades, o médico Ronald Mendonça - que viveu sua infância em Bebedouro - relatou - com emoção - que, a qualquer momento, a mansão dos Mendonça pode ruir. A água, inclusive, já tomou conta da área onde funcionava a cozinha, e é possível ser vista, até mesmo, do jardim do casarão, comprado por seu pai à família Leão. “Eles (Braskem) cavaram, tiraram o sal, e isso criou crateras imensas, e o terreno está cedendo. Em breve, vocês terão a notícia de que aquela mansão, que, para muitos, é um sinal da burguesia dos Mendonça, na verdade, vai cair. Vai ruir, porque a Braskem é incontrolável”, relata Ronaldo, com a voz embargada.

PRESSÃO

Enquanto a definição não ocorre, os moradores e empresários do bairro se unem, cada vez mais, com apelos nas redes sociais, pichações e faixas nos imóveis. Na última sexta-feira (10), um grupo representativo de pessoas dos quatro bairros tomou as ruas e foi até um dos poços da empresa, durante uma caminhada. O ponto de partida foi a Praça Lucena Maranhão, no Bairro de Bebedouro. Juntos, eles dividem angústias, lembranças e frustrações. Além disso, com um presente comprometido pelo medo de ficarem no prejuízo, o futuro também é incerto, em especial para os que não chegaram a nenhum acordo com a empresa. A Braskem foi procurada pela reportagem para falar sobre o assunto, mas até o momento da publicação ainda não havia se posicionado.

Relacionadas