Política
MUNICÍPIOS SE PREPARAM PARA REABERTURA
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Os próximos dias serão de preparo e expectativa nas 21 cidades que entram na fase Laranja, com risco moderado para a Covid-19. É que depois de 150 dias elas também poderão retomar a atividade econômica a partir de segunda-feira (20) de parte do comércio (lojas até 400 metros quadrados), salões de beleza e barbearias, além do funcionamento de templos e igrejas.
Os cuidados para evitar novos contágios incluem sanitização dos ambientes, presença de álcool em gel ou 70% e exigência do uso de máscara em todos os ambientes de circulação pública. No caso das igrejas e templos da cidade de Paripueira, o prefeito Haroldo Nascimento (PSDB) já havia autorizado a reabertura na última quinta-feira (9). Quando a nova realidade autorizada pelas autoridades estaduais, o principal reforço vem da Secretaria Municipal de Saúde que intensificou a conscientização da população, de forma antecipada ao novo decreto. O trabalho havia se iniciado antes mesmo do surgimento do primeiro caso confirmado na cidade. "Com trabalho intenso conseguimos avançar de fase, mas isso não significa que a pandemia acabou. Precisamos manter os trabalhos e os cuidados de prevenção para continuar avançando", destacou Haroldo. O município também espalhou 30 totens com álcool em gel em pontos estratégicos e de grande circulação.
Protocolo
Em Marechal Deodoro o esforço é o mesmo, inclusive, com a adoção de um protocolo próprio que será analisado pela prefeitura nesta quinta-feira. Segundo o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Victor Alvim, o principal é manter o padrão adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Secretaria Estadual de Saúde.
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Por conta da vocação turística da cidade, ele explicou que as pousadas da cidade foram orientadas e aprimoraram critérios para garantir segurança aos hóspedes do chamado "novo normal", a partir deste mês.
"Com relação as pousadas elas tem uma vantagem grande em relação aos hotéis, em virtude de terem capacidade reduzida e, consequentemente, com a redução exigida de 50% iremos conseguir atender o turista com certa exclusividade e ainda mais cuidado", garantiu Victor.
Ele revelou que o comércio varejista da cidade já estava em funcionamento, também seguindo os protocolos de segurança e que na segunda-feira isso será ampliado para outros segmentos comerciais. "A praia permanece fechada assim como os restaurantes. Pelo protocolo que está em análise nós elaboramos um procedimento para a orla em relação a ambulantes e distanciamento de mesas", completou o secretário.
Investimento
Na cidade de Satuba, o prefeito Paulo Acioly (MDB) disse que mesmo com a tendência de queda no número casos desde o mês passado a cidade não vai diminuir a preocupação com o aumento do contágio. Tanto que em todas as entradas da cidade existirão barreiras para medição da temperatura corporal no acesso a órgãos públicos.
"Hoje estamos com a quantidade controlada. O que está saindo mais agora são os exames de contra-prova já para atestar a cura. Estamos preparados no que se refere aos bares que terão que respeitar a quantidade e distanciamento, além do horário, seguindo a risca o que predominará no decreto. O comércio de Satuba teve um fechamento de apenas de 10%, porque a maioria é de gênero alimentícios", disse Paulo.
A cidade também investiu na colocação de pias com sabão e álcool em gel, que juntamente com ações tomadas pelos comerciantes ajudaram a diminuir a infecção na cidade de forma gradativa, até os números colocarem a cidade em condições de avanço de fase.
Correção
Acioly reivindicou apenas que o IBGE reconsidere os dados estatísticos em relação a cidade. Isto porque o levantamento oficial considera que a cidade de Satuba tem apenas 13.864 habitantes. Por outro lado o gestor lembra que existem, de fato, 11 mil moradias cadastradas e como a média de pessoas por casa, admitida pelo próprio órgão estatístico é de 3,5 somente, o quantitativo real da população é bem maior.
"No mínimo a partir dessa realidade temos mais de 30 mil habitantes. Se o cálculo de infectados levasse em conta essa realidade nós não estaríamos na 7°ou 8° colocação de contágio e infectados, mas sim na 30° colocação. Essa conta errada nos prejudica. Aqui nós temos a Satuba Velha e a Satuba Nova. E no caso do Covid-19 o maior número é na Satuba Nova que infelizmente os seus habitantes não são contabilizados, oficialmente, para o município quando se leva em conta outros índices. Eles não existem por um lado, mas por outro quando o problema é a doença acaba pesando" denunciou Paulo.
Ele lembra que é isso que prejudica, por exemplo, no repasse da alíquota do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que hoje é de 1.0, com base no número reduzido, quando deveria ser de 1.6 o repasse dos valores. Na prática, tem recebido pelo mínimo, mas tem que prestar serviços para o máximo. "A transferência de recursos da saúde é feita com base no número desatualizado de 15 mil habitantes, quando volto a repetir, temos 30 mil", reafirmou Paulo.