Política
SERVIDORES DA JUSTIÇA ELEITORAL PODEM DEFLAGRAR GREVE
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Servidores da Justiça Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) decidiram, durante encontro virtual, que vão convocar uma nova reunião para discutir a deflagração da chamada ‘greve sanitária’ da categoria, contra a política de combate à Covid-19 do governo federal. Eles defendem a continuidade dos trabalhos remotos e alegam que, no momento, não existem condições seguras para o trabalho presencial. Também pedem o adiamento das eleições para 2021.
Em nota enviada à imprensa, o TRE-AL esclareceu que instituiu uma comissão para avaliar as condições mais adequadas para a retomada dos trabalhos presenciais.
Os servidores afirmam que o retorno ao trabalho presencial, no momento, está impossibilitado. Eles argumentam que, especialmente no interior do estado, não há condições práticas para o retorno.
O motivo seria o fechamento de pousadas e hotéis que eram utilizados pelos servidores nos postos de trabalho nos municípios. Na capital, eles citam como fatores para o impedimento o deficit de testagem, de medicamentos e a ausência de uma vacina eficaz.
Os servidores também discutiram a Portaria que criou uma Comissão para a formatação de estudos preliminares, visando estabelecer critérios de segurança sanitária, quando da retomada dos serviços presenciais por parte do TRE-AL.
A categoria se mostra preocupada com a efetivação das medidas necessárias com o retorno presencial por conta do calendário eleitoral, considerando também que, na primeira reunião, a Comissão fez uma explanação dos seus objetivos e tratou o tema de forma superficial.
“É possível e necessário adiar o calendário eleitoral para além deste ano, da mesma forma que outros eventos de grande porte econômico foram adiados para o ano de 2021, como os Jogos Olímpicos, bem como o calendário letivo de todo o país, que os Servidores Públicos da Educação estão se organizando para lutar pelo seu adiamento”, defende o sindicato.
Ainda na nota enviada à imprensa, o TRE-AL informou que instituiu uma Comissão, pela Portaria Conjunta nº 21/2020, cujo objetivo é a formatação de estudos preliminares para o resguardo da saúde dos servidores na pandemia da Covid-19.