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Ju�za pode entrar com novo processo contra deputado

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MARCOS RODRIGUES Monitorar. É o que continuará fazendo a juíza Graça Gurgel, autora do processo de difamação movido contra o radialista e deputado estadual Cícero Almeida (PDT). Na quinta-feira (13), o parlamentar lançou mão de sua prerrogativa, para manter na gaveta a ação que já havia sido aceita pelo Tribunal de Justiça (TJ). ?Continuarei monitorando tudo quanto à atuação da pessoa em questão. E o processarei quantas vezes for citada em comentários na TV?, sustentou. Discreta, ela afirmou que não quer enfrentamento, mas não aceitará desrespeito. Ontem, ela declarou, por telefone, que acata a decisão do Legislativo, por ser uma posição legítima. Graça disse, ainda, que não se considera derrotada na ação que moveu. ?Não posso considerar isso porque o processo existe e foi aceito pelo TJ. Só lamento que o cidadão comum, que muitas vezes é submetido à exposição diária na mídia, antes mesmo de ser julgado pelo delito ao qual está sendo acusado, também não possa gozar da mesma imunidade?, disse fazendo uma reflexão sobre o papel da imprensa. Graça revelou que tem acompanhado vários programas de linha ?policialesca? e que pretende ampliar o debate sobre a atuação e o papel da mídia nestes temas. ?Como professora, além de juíza, compreendo esta questão de forma mais ampliada. Por isso, defendo que possa haver espaços para debatermos estas questões. Digo isso porque muitas vezes, durante a atuação de alguns profissionais, os acusados são induzidos a admitir culpa, enquanto expostos?, explicou. Política A GAZETA DE ALAGOAS apurou que um dos motivos para que o deputado Cícero Almeida tenha concordado com a intervenção da Assembléia Legislativa teria sido o surgimento de seu nome na dianteira das primeiras pesquisas para a sucessão da prefeita Kátia Born (PSB). Cícero é visto, hoje, no partido, como um trunfo para as negociações de 2004. O deputado foi procurado para comentar esta informação, mas por causa de seu trabalho como repórter e atividades políticas o contato não foi possível. Na ALE, quando acompanhou a aprovação imediata para a suspensão de seu processo, que tramitava no TJ, ele se resumiu a agradecer aos colegas. Agora, a ação só voltará a ter seu andamento normal após o término de seu mandato. Para pedir a suspensão do processo no TJ, os deputados se basearam no inciso 3º do artigo 53, da Constituição Federal e no inciso 3º do artigo 74 da Constituição Estadual. O pedido de requerimento encaminhado à mesa para garantir o ?engavetamento? da ação foi do deputado Gilvan Barros (PL). Ele avaliou que o deputado desempenha um bom trabalho como repórter e merece credibilidade.

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