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AGRICULTORES QUEREM FECOEP NA AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS DO CAMPO

Fundo de Combate à Pobreza tem em caixa R$ 280 milhões, mas não há previsão de adquirir produção de pequenos latifundiários

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Pequenos latifundiários do interior do Estado estão com dificuldades para escoar a produção durante a pandemia
Pequenos latifundiários do interior do Estado estão com dificuldades para escoar a produção durante a pandemia -

Cerca de 150 mil agricultores familiares ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/AL) e a cinco movimentos de trabalhadores rurais sem terra e assentados da reforma agrária estão com supersafra de hortifrutigranjeiros e vendo parte da produção apodrecer sem ter para quem vender. Com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e de mais 105 entidades, os camponeses pediram que parte dos R$ 280 milhões do Fundo Estadual de Combate a Pobreza (Fecoep) seja aplicado na aquisição de alimentos da agricultura familiar e distribuído aos pobres e desempregados. O governo negou o pedido alegando que os recursos estariam comprometidos com outros projetos que somam R$ 300 milhões. Diante da recusa, o reitor da Universidade Federal de Alagoas, professor Josealdo Tonho, na reunião de quarta-feira (18) do Fecoep, conseguiu apoio inclusive dos órgãos do governo que fazem parte da administração do Fundo, para apresentar um plano emergencial de utilização de parcela dos recursos com projetos interligados e com maior abrangência social. “Não estou questionando os projetos atuais do Fecoep. Também não estou falando de irregularidades. Vejo que todos são bons para o estado. Estou junto com a OAB e 100 outras entidades solicitando definições de prioridade, já que tem muita produção no campo que precisa chegar a quem está com fome nas cidades”, disse o reitor. O reitor que compõe a gestão do Fundo de Combate à Pobreza, ao receber o extrato estranhou que os recursos disponíveis de R$ 280 milhões não são suficientes para todos os projetos aprovados, que somam R$ 300 milhões. “Quer dizer que começaremos com déficit?”, questionou. As entidades já elaboraram um plano emergencial para combate aos efeitos da pandemia. O plano foi encaminhado ao governador Renan Filho (MDB) e à Secretaria de Agricultura (Seagri) em junho passado. Mas até hoje não receberam respostas das autoridades do Executivo estadual. O plano agora receberá contribuição técnica da Ufal. Em resumo, o plano quer que parte dos recursos do Fecoep sejam destinados a compra da produção da agricultura familiar, crédito rural e reforma agrária.

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