Política
PRODUÇÃO APODRECE POR FALTA DE ESCOAMENTO
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“Tem gente com fome na cidade e tem gente com muita produção no campo sem ter para quem vender e vendo a produção apodrecer”, disse o coordenador da Frente Nacional de Luta (FNL), Marcos Antônio da Silva, o Marrom, e o coordenador do Conselho Pastoral da Terra (CPT), Carlos Lima, ao sugerirem a utilização parcial do recurso do Fundo de Combate à Pobreza na aquisição dos alimentos produzidos no campo e distribuí-los com as famílias em situação de vulnerabilidade social, aos pais dos alunos de escolas públicas e bolsões de misérias das cidades.
Na reunião de quarta-feira passada do Fecoep, os representantes do governo aprovaram a proposta de a Universidade Federal de Alagoas de construir um plano emergencial. Depois disso, o projeto será direcionado novamente ao Fecoep para aprovação. Porém, não há data definida para a próxima reunião do Fundo e os agricultores têm pressa, observou Marrom.
Apesar de o governo ter apresentado uma planilha e ninguém levantar suspeitas dos projetos previstos para receber os recursos, a deputada Jó Pereira (MDB) disse que a planilha do governo estaria incompleta e cobrou transparência com o extrato, minuciosamente, detalhado. Lembrou que os recursos do Fecoep são públicos e, se aprovarem o plano emergencial, terá que haver remanejamentos e novas prioridades.
ENTIDADES
O coordenador da FNL, Marcos Antônio da Silva disse que 12 mil famílias de pequenos produtores rurais acampados e ligados aos MST, CPT, FNL, MLST, MTL estão com super safra. “Tem muito hortifrutigranjeiros, pequenos animais e não temos para quem vender”. Explicou que os agricultores familiares ficaram trancados na propriedade por conta da pandemia, os movimentos conseguiram sementes e agora precisam que o governo use o dinheiro do Fundo de Combate à Pobreza para comprar a produção. Os sem-terra tentam uma audiência com o governador, mas não conseguem ser recebidos. A Secretaria de Agricultura também não se manifesta.