Política
FLORDELIS MANDOU MATAR O MARIDO, DENUNCIA MP/RJ
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Brasília, DF - A deputada federal Flordelis dos Santos Souza (PSD-RJ) foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de ser a mandante do assassinato do ex-marido, Anderson do Carmo. Outras dez pessoas também foram denunciadas.
Flordelis foi denunciada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, associação criminosa, uso de documento falso e falsidade ideológica. Com imunidade parlamentar, ela não foi presa. Apenas os flagrantes de crimes inafiançáveis são passíveis de prisão de deputados.
A Polícia Civil do Rio encaminhará para a Câmara dos Deputados uma cópia do inquérito com o resultado da investigação, para que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis. O procedimento pode levar o afastamento da deputada para que ela responda pelo crime na prisão. Na manhã desta segunda (24), a Polícia Civil cumpriu nove mandados de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Foram presos os filhos Marzy Teixeira da Silva, Simone dos Santos Rodrigues, André Luiz de Oliveira e Carlos Ubiraci Francisco Silva, na casa de Flordelis.
A deputada estava no imóvel e testemunhou a prisão deles. Outro filho, Adriano dos Santos foi detido no bairro de Piratininga, em Niterói. A mulher de Adriano, Andrea Santos Maia, teve a prisão efetuada na zona oeste do Rio. A neta Rayane dos Santos Oliveira foi detida em Brasília.
Segundo o promotor Sergio Lopes Pereira, quando Flordelis convence um dos filhos sobre o plano de matar o pastor, em uma troca de mensagens, ela fala sobre o crime. "'Fazer o quê? Separar dele não posso, porque senão ia escandalizar o nome de Deus'". E então resolve matar. "Ou seja, nessa lógica torta, o assassinato escandalizaria menos", diz Pereira.
Anderson do Carmo foi assassinado a tiros na madrugada do dia 16 de junho de 2019, na porta de sua casa em Niterói, no Rio de Janeiro. De acordo com os investigadores, a deputada teria sido responsável por arquitetar o crime e convencer os demais investigados a participarem da execução, além de simular latrocínio (roubo seguido de morte).
"O motivo do crime, descreve a denúncia, seria o fato de a vítima manter rigoroso controle das finanças".